
Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, se pronunciou na manhã desta sexta-feira (8) após a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado pela morte da modelo. Considerado foragido desde o dia 5 de março, Bruno foi detido durante a madrugada em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao g1, Sônia afirmou acreditar na Justiça e destacou que a situação poderia ter sido evitada caso o ex-atleta tivesse seguido as regras impostas pela Justiça durante o período de liberdade condicional.
“Eu lamento porque ele não precisava estar passando por isso. Se tivesse cumprido todas as medidas, não precisaria viver esse momento. Eu deixo um recado às outras pessoas: não desistam da Justiça. Pode demorar, mas a Justiça existe”, declarou.
Bruno passou a ser procurado após viajar ao Acre, em fevereiro, para participar de uma partida de futebol pelo Vasco do Acre, válida pela Copa do Brasil, sem autorização judicial para deixar o estado do Rio de Janeiro.
Sônia também afirmou que segue acreditando no Judiciário, apesar da dor causada pela perda da filha. “Agora é que a Justiça faça a sua parte. Eu continuo acreditando no Judiciário”, disse.
A mãe de Eliza lamentou ainda o fato de o corpo da filha nunca ter sido encontrado. “A nova prisão não vai trazer o corpo da minha filha. O melhor seria se eu tivesse o corpo da minha filha. Minha filha foi descartada igual lixo”, afirmou emocionada.
Durante a entrevista, Sônia aproveitou para deixar uma mensagem a outras famílias que enfrentam situações semelhantes. “Que as pessoas não desistam. Que continuem cobrando, buscando provas e ajudando a Justiça a construir processos fortes”, ressaltou.
Regras descumpridas motivaram nova prisão
A liberdade condicional de Bruno foi revogada pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) no dia 5 de março, após o ex-goleiro descumprir diversas condições impostas pela Justiça.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Bruno deixou de atualizar seu endereço por cerca de três anos, desrespeitou horários de recolhimento, frequentou locais proibidos — como uma partida do Flamengo no Maracanã — e realizou viagens sem autorização judicial.
Condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, Bruno havia progredido ao regime semiaberto em 2019 e conquistado liberdade condicional em janeiro de 2023.







