O presidente dos EUA, Donald Trump, caminha ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo em Pequim, China • Alex Wong/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao Grande Salão do Povo, em Pequim, nesta quarta-feira (13), para um encontro bilateral com o presidente chinês Xi Jinping.

A reunião integra a visita oficial de três dias de Trump à China e acontece em um momento de forte atenção internacional. Entre os principais temas da agenda estão a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo, o conflito no Oriente Médio, a inteligência artificial e as vendas de armas americanas para Taiwan.

A viagem marca a primeira visita de um presidente americano à China desde 2017 e ocorre em meio a desafios políticos enfrentados por Trump, incluindo queda nos índices de aprovação e impactos econômicos relacionados à guerra com o Irã.

O presidente americano desembarcou acompanhado por importantes empresários do setor de tecnologia e indústria, entre eles Elon Musk e Jensen Huang. Segundo Trump, um dos objetivos é incentivar Xi Jinping a ampliar o acesso de empresas americanas ao mercado chinês.

Durante a visita, os dois líderes terão uma agenda extensa de encontros diplomáticos, incluindo reuniões no Grande Salão do Povo, visitas ao Templo do Céu e um banquete oficial organizado pelo governo chinês.

As negociações acontecem enquanto Washington e Pequim tentam preservar a trégua comercial firmada em outubro passado. O acordo suspendeu tarifas elevadas impostas pelos EUA sobre produtos chineses e evitou restrições da China à exportação de terras raras, materiais essenciais para indústrias tecnológicas e militares.

Além das questões comerciais, os Estados Unidos buscam ampliar as vendas de aviões da Boeing, produtos agrícolas e energia para o mercado chinês. Em contrapartida, Pequim quer flexibilização das restrições americanas sobre equipamentos avançados de semicondutores e fabricação de chips.

Outro ponto sensível da reunião é a situação de Taiwan. O governo chinês voltou a criticar nesta quarta-feira as vendas de armas americanas para a ilha, considerada por Pequim parte de seu território. Um pacote militar avaliado em US$ 14 bilhões ainda aguarda aprovação do governo Trump.

Também é esperado que Trump tente convencer Xi Jinping a pressionar o Irã em busca de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Analistas internacionais, porém, avaliam que a China dificilmente reduzirá seu apoio estratégico ao governo iraniano.

Xi Jinping deve realizar uma visita oficial recíproca aos Estados Unidos ainda este ano, em sua primeira viagem ao país desde o retorno de Trump à presidência em 2025.

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