
A morte de Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, encontrada carbonizada ao lado do padrasto, Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, em Araguaína, no norte do Tocantins, chamou a atenção das autoridades pelas semelhanças com um crime cometido pelo próprio homem há mais de uma década.
Ivano havia sido condenado pela Justiça em 2009 pelo assassinato de sua então enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, também de 19 anos.
Crime de 2009 teve características semelhantes
De acordo com os registros judiciais, Ivano foi condenado por estuprar, asfixiar e matar Layla Athyla. Após o crime, ele ateou fogo ao corpo da vítima e à residência onde o homicídio ocorreu, numa tentativa de ocultar vestígios.
A Justiça reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes e registrou a confissão do acusado em relação ao homicídio e ao incêndio.
Pelo caso, Ivano recebeu pena de 35 anos de prisão em regime fechado. Posteriormente, obteve progressão de regime e passou a cumprir a condenação sob monitoramento eletrônico.
Corpos foram encontrados carbonizados
Na quarta-feira (4), os corpos de Laiane e Ivano foram encontrados carbonizados dentro de uma residência em Araguaína.
Segundo informações das autoridades, ambos estavam parcialmente despidos.
No local, equipes da perícia apreenderam um galão contendo vestígios de gasolina, que poderá auxiliar na apuração das circunstâncias do incêndio.
O Corpo de Bombeiros informou que as chamas ficaram concentradas em um dos quartos da casa.
Ivano foi encontrado sobre os restos de uma cama destruída pelo fogo. Já Laiane estava sob um guarda-roupa.
Polícia aguarda resultados da perícia
Apesar das semelhanças entre os dois casos, a Polícia Civil do Tocantins informou que ainda não há elementos suficientes para confirmar qualquer hipótese investigativa.
O caso é conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína.
Segundo os investigadores, os laudos periciais e os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) serão fundamentais para esclarecer o que ocorreu no imóvel antes da explosão e do incêndio.
Até o momento, nenhuma linha de investigação foi oficialmente confirmada pelas autoridades.







