A Justiça de São Paulo manteve, nesta quinta-feira (1º), o julgamento do médico Luiz Antonio Garnica e da mãe dele, Elizabete Arrabaça, acusados pela morte da professora Larissa Rodrigues, de 37 anos, encontrada morta após um suposto envenenamento em Ribeirão Preto, no interior paulista.

A decisão rejeitou os recursos apresentados pelas defesas e manteve integralmente a sentença que levou os dois réus a julgamento. O caso permanece sob segredo de Justiça e, até o momento, não há data definida para a realização do Tribunal do Júri.

Investigação aponta tentativa de ocultar provas

Segundo a investigação, a polícia identificou elementos que levantaram suspeitas sobre a participação de Luiz Antonio Garnica no crime.

Um dos pontos analisados foi a forma como o médico teria encontrado o corpo da esposa e a tentativa de limpar o apartamento após a morte, comportamento interpretado pelos investigadores como uma possível tentativa de ocultar vestígios que poderiam ser analisados pela perícia.

Outra informação considerada durante a investigação foi o depoimento de uma testemunha, que afirmou que, cerca de 15 dias antes da morte de Larissa, Elizabete teria procurado comprar uma substância conhecida como “chumbinho”.

Relembre o caso

Larissa Rodrigues foi encontrada morta pelo marido na manhã de 22 de março de 2025, no apartamento onde o casal vivia, no bairro Jardim Botânico, na Zona Sul de Ribeirão Preto.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva de Luiz e Elizabete em maio de 2025. Celulares também foram apreendidos durante as diligências.

A família da professora informou à época que a conta bancária de Larissa teria sido movimentada após a morte. O Ministério Público de São Paulo denunciou os dois em julho de 2025.

Acusação aponta homicídio qualificado

Na denúncia, Luiz e Elizabete foram acusados de homicídio triplamente qualificado. O médico também responde por fraude processual.

De acordo com a investigação, a motivação apontada seria relacionada a questões patrimoniais. Larissa teria descoberto que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal e pretendia se divorciar.

Ainda segundo a acusação, Luiz teria planejado o crime, enquanto Elizabete seria responsável por oferecer à vítima alimentos contaminados.

Após a morte, a investigação aponta que Luiz teria realizado movimentações na conta bancária da professora, utilizando cartão e aplicativo, além de tentar limpar o apartamento.

Elizabete também é investigada pela morte da filha

Além do processo envolvendo Larissa, Elizabete Arrabaça é investigada pela morte da própria filha, Nathália Garnica.

Nathália morreu em fevereiro de 2025, antes da morte de Larissa. A investigação também apura a possibilidade de envenenamento por “chumbinho” nesse caso.

As acusações contra Luiz e Elizabete ainda serão analisadas pelo Tribunal do Júri. Como o processo está sob segredo de Justiça, detalhes da decisão e da denúncia não foram divulgados integralmente.

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