
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5/10) a convocação de eleições gerais antecipadas para 29 de novembro. O pleito estava previsto originalmente para 2027.
A decisão encerra antecipadamente uma legislatura marcada pela dificuldade do governo de coalizão liderado pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em reunir maioria suficiente no Congresso. O episódio que antecedeu a convocação foi a rejeição, na sexta-feira (2), de dois decretos apresentados pelo Executivo para enfrentar a crise habitacional.
No pronunciamento, Sánchez afirmou que pretende buscar nas urnas uma ampliação do apoio parlamentar ao governo. Ele também fez um balanço de sua gestão, destacando medidas econômicas e sociais e a atuação internacional da Espanha.
O primeiro-ministro está no cargo desde junho de 2018. A convocação antecipada implica a dissolução das Cortes Gerais e abre um novo processo para a eleição dos integrantes do Congresso dos Deputados e do Senado.
Crise da habitação aumenta pressão sobre governo
A questão habitacional tornou-se um dos principais pontos de tensão política na Espanha. Protestos contra o preço dos imóveis e dos aluguéis ocorreram em diferentes partes do país, enquanto o governo tentou aprovar novas medidas para ampliar a proteção de inquilinos e enfrentar o problema da moradia.
A rejeição dos decretos evidenciou a dificuldade de Sánchez em manter o apoio parlamentar necessário para aprovar medidas do Executivo. O governo dependeu ao longo da legislatura de acordos com diferentes partidos para formar maiorias no Congresso.
Com a antecipação, os espanhóis voltarão às urnas em 29 de novembro para escolher um novo Parlamento. Diferentemente de sistemas presidencialistas, a população não elege diretamente o primeiro-ministro: após as eleições parlamentares, o Congresso participa do processo de investidura do chefe de governo.
Com informações de Metrópoles







