
A deputada norte-americana Sydney Kamlager-Dove, do Partido Democrata, criticou o governo de Donald Trump nesta sexta-feira (30/10) e cobrou esclarecimentos sobre a possível participação de autoridades dos Estados Unidos na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil.
Em publicação na rede social X, a parlamentar classificou Flávio como “negacionista eleitoral” e questionou por que a administração norte-americana estaria oferecendo acolhimento ao político brasileiro.
Kamlager-Dove lidera um grupo de 25 parlamentares democratas que enviou uma carta ao Departamento de Estado dos Estados Unidos solicitando informações sobre o caso.
Assessor da Casa Branca teria organizado transporte
Segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times, Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, providenciou a aeronave utilizada por Flávio Bolsonaro e sua família para viajar aos Estados Unidos. Miller confirmou ao Metrópoles ter organizado o transporte.
O senador deixou o Brasil na terça-feira (27/10), atravessando a fronteira com a Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR).
Em território argentino, embarcou em um jato particular que realizou uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de chegar a Miami na manhã de quarta-feira (28/10).
A viagem ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão dos passaportes do parlamentar e proibi-lo de deixar o território brasileiro. A decisão do ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal, que havia apontado indícios de possível saída do país.
Carta questionou resultado das eleições brasileiras
Após chegar aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta contestando o resultado das eleições presidenciais de 2026, nas quais foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença superior a 4 milhões de votos.
Na versão inicial do documento, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito”. Posteriormente, retirou a expressão e passou a se identificar como “líder do Brasil”.
O resultado eleitoral foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por representantes da comunidade internacional e por aliados políticos do próprio senador.
Flávio também é alvo de investigações no Brasil relacionadas a suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A carta enviada pelos parlamentares democratas busca esclarecer a extensão do eventual envolvimento de integrantes do governo Trump na viagem e na permanência do senador brasileiro em território norte-americano.
Com informações de Metrópoles







