Molly Riley/Casa Branca

Uma pesquisa do jornal The New York Times, realizada em parceria com a Universidade de Siena e divulgada nesta segunda-feira (2/11), aponta candidatos democratas à frente em disputas importantes para o Senado dos Estados Unidos. As eleições de meio de mandato estão marcadas para terça-feira (3/11).

Segundo o levantamento, os democratas lideram em Michigan, Texas, Kansas, Maine, Ohio e Alasca, enquanto Iowa apresenta empate técnico entre os dois partidos.

O resultado indica disputas competitivas em estados tradicionalmente republicanos. Para conquistar a maioria no Senado, os democratas precisam preservar suas cadeiras atuais e obter pelo menos quatro assentos hoje ocupados por republicanos.

Texas e Maine registram disputas importantes

No Texas, onde o Partido Democrata não elege um senador desde 1988, o candidato James Talarico aparece com 50% das intenções de voto, contra 43% do republicano Ken Paxton.

No Maine, o democrata Troy Jackson registra 51%, enquanto a senadora republicana Susan Collins aparece com 45%.

O levantamento também aponta vantagem democrata no Kansas, estado que não elege um senador do partido desde 1932. Em Michigan, os democratas apresentam uma diferença de dois dígitos.

Já em Iowa, Josh Turek, do Partido Democrata, e Ashley Hinson, do Partido Republicano, estão tecnicamente empatados.

Apesar dos resultados, as disputas permanecem abertas. A pesquisa indica que eleitores indecisos e aqueles que decidiram o voto recentemente apresentam maior inclinação aos republicanos.

Economia e avaliação de Trump influenciam eleitorado

O custo de vida aparece como uma das principais preocupações dos eleitores. Nos sete estados analisados, os democratas registram vantagem média de nove pontos percentuais sobre os republicanos na avaliação de qual partido é mais preparado para lidar com o tema.

A pesquisa também mostra que a aprovação do presidente Donald Trump está em 38% entre os prováveis eleitores dessas localidades.

Os candidatos democratas aparecem à frente entre os independentes e apresentam desempenho favorável entre jovens e eleitores latinos.

Em Ohio, a proporção de republicanos que aprovam fortemente a administração Trump caiu de 63%, em junho, para 51%.

Embora os números indiquem mudanças nas preferências eleitorais, o resultado das urnas ainda pode divergir das pesquisas. Em 2020, por exemplo, Susan Collins conseguiu se reeleger no Maine apesar de aparecer atrás em levantamentos realizados durante a campanha.

Com informações de Metrópoles

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