Joilson Souza

Joilson Souza

Tem político que é igual vendedor de feira: chega sorrindo, fala bonito e promete uma mercadoria que parece boa demais para ser verdade. E o eleitor, cheio de esperança, pensa: “Agora vai!”

Promete emprego, estrada, saúde, educação, apoio ao agricultor… Promete tanto que, se deixar, até peixe começa a pular sozinho dentro da canoa.

Mas depois da eleição, o “vou fazer” vira “estamos estudando”. O “vai sair” vira “está encaminhado”. E o que estava encaminhado pega um caminho tão comprido que ninguém mais sabe onde foi parar.

Enquanto isso, o povo espera.

Espera a estrada, o atendimento, o emprego, a melhoria na escola e aquela promessa feita no palanque.

Mas esperança não pode ser confundida com ingenuidade.

O voto é uma semente. E o caboco sabe: não basta plantar. É preciso cuidar, acompanhar e cobrar o fruto.

Político não é dono do voto. É servidor do povo.

Por isso, antes de acreditar em mais uma promessa bonita, vale perguntar: como vai fazer? Quando vai fazer? E quem vai fiscalizar?

Porque promessa qualquer um faz.

Difícil é fazer a promessa criar raiz e virar resultado.

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