
As ações policiais realizadas entre janeiro e junho de 2026 resultaram em 3.260 mortes em todo o Brasil, o equivalente a uma média de 18 pessoas mortas por dia e uma taxa de 3,04 óbitos por 100 mil habitantes.
Os dados foram obtidos a partir do indicador de Mortes por Intervenção Policial do painel de estatísticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Número supera o registrado em 2025
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando foram registradas 3.246 mortes, houve um aumento de aproximadamente 0,43% no número de vítimas.
O levantamento também mostra que janeiro foi o mês com o maior número de mortes decorrentes de intervenções policiais em 2026.
Bahia lidera ranking de mortes
Entre os estados, a Bahia registrou o maior número de mortes em ações policiais durante o primeiro semestre deste ano.
Confira os cinco estados com mais registros:
- Bahia: 730 mortes;
- São Paulo: 352 mortes;
- Pará: 329 mortes;
- Rio de Janeiro: 324 mortes;
- Paraná: 253 mortes.
Homens representam maioria das vítimas
Os dados apontam que os homens continuam sendo a principal parcela das vítimas de intervenções policiais.
No primeiro semestre de 2026, foram contabilizadas:
- 3.170 vítimas do sexo masculino;
- 34 vítimas do sexo feminino;
- 56 casos sem informação sobre o sexo da vítima.
Mais de 60 mil mortes em dez anos
Entre 2016 e 2025, o Brasil registrou 60.558 mortes decorrentes de intervenções policiais, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento aponta que 2025 foi o ano mais letal da série histórica, com 6.602 mortes, alta de 5,4% em relação ao ano anterior.
Atualmente, a letalidade policial representa 16,2% de todas as mortes violentas intencionais registradas no país. Em outras palavras, aproximadamente uma em cada seis mortes violentas tem como autor um agente do Estado.
Perfil das vítimas
O perfil das vítimas permanece semelhante ao observado nos últimos anos.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 97% das pessoas mortas em intervenções policiais são homens, e a maior incidência ocorre entre jovens negros de 20 a 29 anos, grupo que morre 3,5 vezes mais do que jovens brancos em confrontos com agentes de segurança.







