“Os Estados Unidos poderão estabelecer uma área de defesa adicional em Narsarsuaq e Mestersvig, de acordo com as modalidades e detalhes técnicos a serem mutuamente acordados pelas partes”, diz um dos termos do documento.
O pacto que deu o controle permanente dos EUA sobre a segurança da Groenlândia foi anunciado por Trump na última semana. O documento final foi assinado nesta terça-feira pelo líder norte-americano, o primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen, e a premiê da Dinamarca, Mette Frederiksen.
Além de passar o controle para os norte-americanos, o acordo também prevê que nenhum outro país, a não ser membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), não terão permissão para manter presença militar na Groenlândia.
As ambições de Trump em relação a ilha não são novas. Durante seu primeiro mandato como presidente norte-americano, entre 2017 e 2021, o republicano expressou o desejo de comprar a Groenlândia e anexá-la aos EUA.
Quando assumiu a Casa Branca pela segunda vez, em janeiro de 2025, Trump passou a fazer ameaças sobre usar a força para tomar o controle da região.
Na prática, uma ação dos EUA contra a Groenlândia colocaria em risco a existência da Otan. Isso porque a ilha está localizada no território da Dinamarca, um dos 32 países que fazem parte da aliança militar cujo principal objetivo é a defesa mútua caso um dos membros seja atacado.
A justificativa de Trump é a de que a região é fundamental para a segurança nacional dos EUA. Com Metrópoles.