
Após três dias de buscas, policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) prenderam, nesta quarta-feira (22), Paulo da Silva Tavares, principal suspeito de matar a ex-companheira Larissa Araújo, de 28 anos. O homem foi localizado escondido dentro do banheiro de uma kitnet, onde tentava se ocultar desde o crime ocorrido no último domingo (19), no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus.
A prisão representa um avanço nas investigações do caso, tratado pela Polícia Civil como feminicídio. A principal linha investigativa aponta que o suspeito não aceitava o término do relacionamento e teria assassinado a vítima durante uma discussão na residência onde ela morava, na Rua Bernardo.
De acordo com as investigações preliminares, Larissa teria sido asfixiada com um travesseiro e um lençol dentro da própria casa. Após o crime, moradores ainda tentaram socorrê-la, levando-a ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Antônio Aleixo. No entanto, ela já chegou à unidade de saúde sem sinais vitais.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi anóxia cerebral provocada por asfixia mecânica, além de broncoaspiração de conteúdo gástrico, reforçando a hipótese de homicídio por sufocamento.
Durante a investigação, a DEHS reuniu imagens de câmeras de segurança que registraram o momento em que Paulo deixava a área logo após o crime. Nas gravações, ele aparece caminhando pela rua e, em seguida, embarcando em um mototáxi, comportamento que reforçou a suspeita de fuga.
Desde então, equipes da especializada realizaram diligências ininterruptas para localizar o investigado. O trabalho culminou na prisão do suspeito nesta quarta-feira, quando ele foi encontrado escondido no banheiro de uma kitnet. A Polícia Civil deverá detalhar, em coletiva de imprensa, as circunstâncias da captura e os próximos passos da investigação.
Com a prisão, Paulo da Silva Tavares ficará à disposição da Justiça e deverá responder pelo crime de feminicídio, cuja motivação, segundo a investigação, foi a recusa em aceitar o fim do relacionamento com a vítima.
O caso volta a chamar atenção para os índices de violência contra a mulher no Amazonas e reforça o alerta das autoridades sobre a importância da denúncia de situações de ameaça, perseguição e violência doméstica, que frequentemente antecedem casos de feminicídio.







