
Após três dias de paralisação que afetaram diretamente mais de 600 mil usuários do transporte coletivo em Manaus, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de Oliveira, anunciou nesta quarta-feira (22) o encerramento da greve da categoria. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o sindicalista confirmou a retomada integral da circulação dos ônibus, mas deixou um recado contundente aos empresários do setor: qualquer novo atraso no pagamento dos trabalhadores poderá provocar uma nova paralisação total do sistema.
Ao comunicar o fim do movimento, Givancir agradeceu o apoio recebido dos rodoviários durante a greve e afirmou que a mobilização só foi encerrada após a expectativa de regularização dos salários da categoria.
Segundo ele, os vencimentos dos trabalhadores deveriam ser depositados ainda nesta quarta-feira, encerrando o impasse que levou à paralisação do transporte público na capital amazonense.
No pronunciamento, o dirigente sindical também rebateu as críticas recebidas durante os dias de greve. Givancir afirmou ter sido alvo de ataques por parte de influenciadores digitais, youtubers e portais de notícias, ressaltando que sua atuação tem como objetivo defender os direitos dos trabalhadores do transporte coletivo.
“Não foi fácil. Se levantou contra mim uma legião de youtubers, influenciadores e portais atacando a minha honra. Tudo porque eu defendo comida na mesa do rodoviário. Eu não sou bandido, não sou criminoso e não vou me intimidar”, declarou.
Apesar do encerramento da paralisação, o presidente do sindicato deixou claro que o movimento permanece em estado de alerta. Segundo ele, caso as empresas voltem a atrasar os salários, uma nova greve será convocada imediatamente.
O aviso foi direto: “Se atrasar de novo, para depois não dizer que eu não avisei, vai parar de novo 100% a cidade de Manaus”.
A greve dos rodoviários provocou forte impacto na rotina da capital amazonense. Durante o movimento, milhares de passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho, escolas, hospitais e demais compromissos, enquanto o sistema operou de forma reduzida.
Por determinação da Justiça do Trabalho, 80% da frota deveria circular nos horários de pico e 50% nos demais períodos, mas a paralisação ainda assim comprometeu significativamente a mobilidade urbana, gerando transtornos e prejuízos para a população.
Com o anúncio do fim da greve, a expectativa é de que o transporte coletivo volte gradualmente à normalidade ao longo desta quarta-feira, encerrando um dos episódios mais críticos enfrentados pelo sistema de ônibus de Manaus neste ano.







