Declarações recentes de lideranças do Partido Liberal (PL) no Amazonas reacenderam o debate sobre o peso das redes sociais na política — e expuseram uma contradição dentro da própria sigla. O presidente estadual do partido, Alfredo Nascimento, e o vereador Raiff Matos criticaram a chamada “política de internet”, apontando que a popularidade digital estaria se sobrepondo à qualificação dos candidatos.

Segundo os dois, o número de seguidores e o alcance nas redes sociais passaram a influenciar diretamente o resultado das eleições. Para Raiff, quanto maior a visibilidade online, maiores são as chances de vitória. Já Alfredo reforçou o argumento ao afirmar que muitos eleitores confundem engajamento digital com competência política.

Apesar do discurso crítico, o próprio PL no Amazonas tem exemplos claros de crescimento político sustentado justamente pelas redes sociais. Um dos principais casos é o do vereador Alexandre Salazar, que se destacou nas últimas eleições municipais com forte presença digital e uma base expressiva de seguidores, convertendo visibilidade online em votos nas urnas.

A estratégia também é replicada por outros nomes ligados ao partido, que utilizam conteúdos voltados à segurança pública, humor e cotidiano para ampliar alcance e engajamento nas plataformas digitais — um modelo que vem se consolidando como ferramenta eleitoral relevante.

O episódio evidencia um cenário cada vez mais presente no Amazonas e no Brasil: a disputa entre a política tradicional e a força das redes sociais na formação de lideranças e na decisão do eleitorado. Enquanto parte da classe política questiona esse novo formato, a prática mostra que o ambiente digital segue sendo determinante para quem busca espaço e competitividade nas eleições.

Fonte: Amazonas1

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