
O projeto do novo Porto da Manaus Moderna entrou em uma nova fase após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apresentar detalhes técnicos do empreendimento durante audiência pública realizada com feirantes, comerciantes e trabalhadores da região central de Manaus. A obra, considerada estratégica para o abastecimento da capital e do interior do Amazonas, ganhou impulso após a emissão da ordem de serviço para elaboração dos projetos básico e executivo.
A reunião contou com representantes da Secretaria Municipal de Mercados e Feiras (Semacc), lideranças das feiras da Manaus Moderna e técnicos do DNIT, que detalharam como ficará a futura estrutura portuária conhecida como IP4. O encontro também serviu para ouvir preocupações de trabalhadores que atuam diariamente na área e dependem da movimentação do porto para manter as atividades comerciais.
Entre os principais pontos apresentados pelo órgão federal estão a construção de novos cais flutuantes, pontes metálicas móveis, terminal de passageiros, áreas destinadas à fiscalização, espaços para cargas e encomendas, além de estacionamento e melhorias no sistema viário do entorno.
Uma das intervenções previstas é a ampliação da Avenida Lourenço da Silva Braga, em frente à Feira da Manaus Moderna, com a criação de uma terceira faixa para tentar reduzir os gargalos no trânsito da região, um dos principais corredores comerciais da capital amazonense.
Segundo os estudos técnicos apresentados durante a audiência, o novo porto terá capacidade estimada para movimentar cerca de 3,5 milhões de passageiros por ano, fortalecendo o transporte hidroviário e ampliando a capacidade logística para abastecimento de Manaus e municípios do interior.
O diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Edme Tavares, afirmou que o órgão trabalha para minimizar os impactos das obras sobre a rotina dos feirantes e comerciantes da área.
De acordo com ele, a principal preocupação apresentada durante o encontro foi justamente a manutenção da circulação de mercadorias e do funcionamento das feiras durante a execução do empreendimento.
Representantes dos trabalhadores defenderam a modernização do porto, mas cobraram garantias para que as atividades econômicas não sejam prejudicadas durante as intervenções. Presidente da Feira da Banana, Moacir destacou a importância estratégica da estrutura para o abastecimento da cidade.
Segundo ele, grande parte dos produtos que chegam a Manaus passa pela região portuária da Manaus Moderna, tornando essencial que o projeto avance sem comprometer a atividade dos comerciantes.
Durante a audiência, o DNIT também reconheceu a atuação política do senador Eduardo Braga na articulação institucional do projeto junto ao governo federal. O diretor Edme Tavares afirmou que o parlamentar atuou para viabilizar a contratação e destravar o processo licitatório do empreendimento.
Feirantes presentes na reunião avaliaram positivamente o diálogo promovido pelo DNIT e afirmaram que o encontro ajudou a esclarecer dúvidas sobre o cronograma e os impactos da futura obra. Para os trabalhadores da área, o novo porto pode representar um avanço importante para a economia regional e para a modernização da principal porta de entrada fluvial da capital amazonense.







