
O candidato a deputado estadual e vice-prefeito do município de Presidente Figueiredo, Marcelo Palhano (Agir), ficou todo atrapalhado para “desfazer” o apoio explico e marcante declaro em favor do candidato Roberto Cidade (União).
Marcelo Palhano que “caminha” politicamente com David Almeida (Avante), candidato ao governo, falou em hermenêutica e até em Joseph Goebbels, que foi o ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, sob o regime de Adolf Hitler, para dizer que “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”.
Não, não há mentira nessa história. O candidato declarou, sim, com forte e elegante eloquência apoio à reeleição do atual governador.
Tudo está gravado em vídeo.
Hoje, após “estrondosa” repercussão, Marcelo Palhano aparece em vídeo buscando uma brecha para sair da trapalhada criada por ele mesmo. A emenda saiu pior que o soneto.
Por certo o candidato não seria o primeiro a amar mais uma pessoa. Antes dele, Carlos Drummond de Andrade escreveu Quadrilha e Chico Buarque, Flor da Idade. Um dizia, que “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém”.
O outro, o Chico, dizia: “Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca …que amava toda a quadrilha”.
Marcelo Palhano não amava ninguém, como escreveu Drummond ou ama toda a quadrilha, como compôs Chico?
Nas desculpas apresentadas em vídeo, por mais que tenha declarado amor a David Almeida, Palhano suspirou de amor por Roberto Cidade.
“O nosso número é fácil. O do Roberto vocês já sabem, né? É 44, não tem o que errar, né? Nesse momento mostrou os quatro dedos, abrindo a mão e fechando duas vezes. “É 44”.
No final voltou a repetir:
– Para governador, não falo nada. É? indagou.
– É 44, respondeu os simpatizantes presentes.







