O deputado federal Amom Mandel declarou torcer para que a pavimentação da BR-319 avance. Na mesma proporção, o parlamentar ressalta irresponsável vender esperança ao povo do Amazonas sem garantias concretas, cronograma completo, fiscalização permanente e presença real do Estado brasileiro na região.

Nesta terça-feira (28), a Justiça Federal suspendeu à pedido do Observatório Naciona efeitos dos editais para obras no “trecho do meio” da BR-319, atendendo a uma ação civil pública do Observatório do Clima, por ausência de licenciamento ambiental.

Para Amom, as declarações reiteradas de políticos de que “agora a obra sairia” sempre precisam ser tratadas com cautela, especialmente em ano eleitoral.

“Essa decisão é a comprovação da irresponsabilidade e do mau-caratismo dos políticos locais com a população. Chega perto da eleição, eles acham uma decisão mirabolante pra asfaltar a BR-319, mas não tratam a questão com a devida responsabilidade, a Justiça embarga, porque não houve seriedade nessas licitações eleitoreiras. Eu quero que a BR-319 seja asfaltada, mas de maneira responsável. Torcer é uma coisa. Acreditar cegamente em quem promete a mesma coisa há anos é outra. Confiança precisa ser merecida. O povo do Amazonas não pode ser induzido ao erro por anúncio bonito, fala de palanque ou manchete apressada”, afirma Amom.

O deputado já havia antecipado que as medidas anunciadas não significavam, necessariamente, a pavimentação integral e definitiva de todo o Trecho do Meio da rodovia. Por isso, ele defende que qualquer anúncio seja acompanhado de informações claras: quais trechos serão executados, quais licenças estão garantidas, qual empresa será responsável, qual o prazo real, quanto será investido e como será feita a fiscalização.

Amom reforça que defende a pavimentação da BR-319, mas com responsabilidade ambiental, segurança pública e controle federal. Para ele, asfalto sem Estado presente pode abrir caminho para grilagem, crime ambiental, tráfico, exploração ilegal e abandono ainda maior das comunidades que vivem no entorno da rodovia.

“A BR-319 não pode ser tratada como peça de campanha. O Amazonas precisa de estrada, mas também precisa de Polícia Federal, Ibama, Ministério do Meio Ambiente, policiamento ambiental, Secretaria de Segurança Pública, fiscalização e serviços públicos chegando junto. Se o asfalto chegar sozinho, o crime chega antes do cidadão”, diz o parlamentar.

O deputado também afirma que o debate não pode se limitar ao asfalto. Para ele, os municípios e comunidades ao longo da BR-319 vivem um abandono estrutural: faltam estradas municipais, segurança, ambulâncias, medicamentos, escolas abastecidas e presença contínua do poder público.

“A população que depende da BR-319 não sofre apenas com a lama. Sofre com a ausência do Estado. Ambulância atola, remédio falta, escola fica desassistida, segurança não chega. O asfaltamento é necessário, mas ele precisa vir acompanhado de dignidade, fiscalização e serviço público de verdade”, afirma.

Amom diz que continuará cobrando a pavimentação responsável da rodovia, sem aceitar promessas vazias nem comemorações antecipadas.

“Eu vou continuar lutando pela BR-319. Mas não vou participar de teatro político para enganar o povo do Amazonas. Quando tiver obra completa, fiscalização de verdade e compromisso comprovado, eu reconheço. Até lá, meu papel é cobrar, fiscalizar e impedir que a esperança da população vire propaganda de quem só aparece na estrada em época de eleição.”

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