
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma versão oral do medicamento Wegovy, produzido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, para o tratamento da obesidade. A autorização foi divulgada nesta quarta-feira (4/11), por meio da Resolução nº 4.249/2026, publicada no Diário Oficial da União.
O medicamento contém semaglutida, princípio ativo que atua na regulação do apetite e na redução da ingestão alimentar. Até então, o Wegovy estava disponível no mercado brasileiro na forma de aplicação subcutânea, conhecida popularmente como caneta emagrecedora.
A nova apresentação é indicada para adultos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m² ou com IMC entre 27 e 29,9 kg/m², desde que apresentem pelo menos uma comorbidade relacionada ao excesso de peso.
O tratamento deve ser associado à alimentação equilibrada e à prática de atividades físicas, com acompanhamento médico.
Como funciona o medicamento em comprimidos
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, substâncias que reproduzem a ação de um hormônio envolvido na regulação da saciedade e do metabolismo.
Segundo as informações divulgadas, o tratamento oral começa com uma dose diária de 1,5 mg, que pode ser aumentada gradualmente para 4 mg, 9 mg e, posteriormente, 25 mg, conforme a prescrição médica.
O comprimido deve ser administrado uma vez ao dia, em jejum, com pequena quantidade de água. Após a ingestão, é necessário aguardar pelo menos 30 minutos antes de consumir alimentos, bebidas ou outros medicamentos.
A apresentação oral amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que necessitam de tratamento farmacológico da obesidade.
Estudo apontou redução média de peso superior a 13%
A aprovação foi fundamentada nos resultados do estudo clínico OASIS 4, de fase 3, que avaliou a eficácia e a segurança da semaglutida oral de 25 mg em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.
Durante as 64 semanas de acompanhamento, os participantes tratados com o medicamento apresentaram perda média de peso corporal superior a 13%, segundo os dados destacados pela Anvisa.
O estudo também identificou melhorias em indicadores relacionados à saúde cardiometabólica, com resultados superiores aos observados no grupo que recebeu placebo.
Apesar da aprovação regulatória, o uso da semaglutida exige avaliação individualizada e prescrição médica, considerando possíveis efeitos adversos, contraindicações e condições de saúde de cada paciente.
Com informações de Metrópoles







