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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de insulina glargina distribuída irregularmente e determinou a apreensão de seis produtos anunciados pela internet como peptídeos e medicamentos. As medidas foram publicadas nesta terça-feira (6/10).

No caso da insulina, a determinação abrange todos os lotes de glargina de 3 mL/100 UI distribuídos pela Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. Segundo a Anvisa, a empresa não possuía Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para realizar a distribuição de medicamentos.

Uma fiscalização da Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis (RJ), realizada em setembro, também constatou que a companhia não funcionava no endereço cadastrado e não tinha licença sanitária identificada no local.

Diante das irregularidades, a agência proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso da insulina relacionada à distribuidora. A medida se refere aos produtos fornecidos pela empresa citada e não representa uma proibição geral da insulina glargina regularizada no país.

Produtos vendidos pela internet serão apreendidos

Em outra resolução, a Anvisa determinou a apreensão de seis produtos comercializados pela internet sem registro, notificação ou cadastro sanitário. O fabricante dos itens também não foi identificado.

Embora fossem apresentados como destinados à pesquisa, a agência identificou indícios de possível utilização em humanos. A determinação alcança produtos associados às marcas Alluvi Healthcare, Oxygen KW Pharma e Synedica Labs, além de pessoas e empresas que comercializem ou divulguem os itens.

Entre os produtos estão BPC157 & TB500 40 mg, NAD+ 1000 mg, Glow GHK-CU 70 mg, Tirzegen 60 mg Tirzepatida, Retagen 40 mg Retatrutide e Retatrutide 40 mg.

O Tirzegen era anunciado como tirzepatida, princípio ativo presente em medicamentos regularizados para indicações específicas. Já os produtos Retagen e Retatrutide eram apresentados como retatrutida, substância ainda em investigação clínica e sem medicamento registrado no Brasil.

A resolução proíbe a fabricação, armazenamento, comercialização, distribuição, transporte, propaganda e uso dos seis produtos irregulares.

Com informações de Metrópoles

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