O advogado-geral da União, Jorge Messias • Edilson Rodrigues/Agência Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está disposto a permanecer no governo federal, mesmo após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado.

A derrota de Messias no Congresso foi considerada histórica, já que uma rejeição desse tipo não ocorria há mais de um século. Após o resultado, interlocutores afirmaram que o ministro chegou a dizer a aliados que não pretendia continuar à frente da Advocacia-Geral da União (AGU).

Na noite de segunda-feira (5), Lula e Jorge Messias tiveram uma conversa reservada. Segundo bastidores, o presidente demonstrou apoio ao aliado e pediu serenidade diante do cenário político. Apesar disso, ainda não houve uma definição oficial sobre o futuro do AGU dentro do governo.

Messias estava afastado temporariamente do cargo para se dedicar à sabatina no Senado, mas retomou a agenda institucional nesta semana.

Nos bastidores de Brasília, cresce a especulação de que o advogado-geral possa ser transferido para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Atualmente, a pasta é comandada por Wellington César e Lima, nome apoiado pela ala baiana do PT e pelo senador Jaques Wagner, que também articulou a indicação de Messias ao STF.

Aliados próximos afirmam que Jorge Messias aceitaria uma eventual missão no Ministério da Justiça caso receba um convite direto de Lula.

A derrota no Senado gerou tensão dentro do governo. Parte do PT defende uma reação mais dura contra o Congresso Nacional, incluindo o afastamento de nomes ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, da estrutura do Executivo.

Outra ala do governo, porém, pede cautela para evitar um desgaste ainda maior na relação com partidos do centrão, considerados estratégicos para a sustentação política de Lula e para as eleições futuras, especialmente diante do crescimento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

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