
Mais de uma década depois de os ipês começarem a transformar a paisagem da avenida Djalma Batista, o ex-prefeito de Manaus e candidato a deputado federal Arthur Virgílio Neto (MDB) apresenta o corredor arborizado como exemplo de uma intervenção urbana cujo resultado atravessou diferentes administrações e se incorporou à identidade visual da capital.
“Os ipês da Djalma Batista são um exemplo de que uma decisão tomada pensando no futuro pode transformar a cidade”, afirmou Arthur. Para ele, o resultado não deve ser medido apenas pela floração que chama a atenção de quem passa pela avenida, mas pela permanência do projeto ao longo dos anos.
“Hoje, essas árvores fazem parte da paisagem e da memória de Manaus. É uma obra que não se mede apenas pelo que se vê, mas pelo legado que fica para as próximas gerações”, acrescentou.
Registros oficiais da Prefeitura de Manaus confirmam a existência de 315 ipês no canteiro central da Djalma Batista, além das ações de manutenção realizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Há, porém, uma divergência importante em relação ao release: publicações oficiais do município informam que o plantio ocorreu em junho de 2012, e não em 2013.
Ipês começaram a florescer em 2015
As árvores levaram alguns anos para alcançar a imagem que hoje marca a avenida. Segundo a Prefeitura, a primeira floração ocorreu em 2015, ainda de forma menos intensa. Em 2016, a maior parte das árvores já apresentava floração mais desenvolvida.
Com o passar dos anos, o fenômeno passou a se repetir e a chamar a atenção durante o verão amazônico, quando os ipês perdem as folhas e as flores ganham destaque.
Em publicação de 2018, a própria Prefeitura descreveu a floração como um elemento que dava “vida e beleza” à Djalma Batista. Naquele momento, os 315 ipês entravam no quarto ano de floração.
Arthur ampliou política de arborização
Durante sua administração, Arthur transformou a arborização em uma política mais ampla com o Arboriza Manaus, lançado em 2016.
Na própria Djalma Batista, foram plantadas mais de 700 mudas de pau-pretinho nos passeios públicos dos dois lados da avenida. O programa também levou árvores para outros pontos da cidade.
Em 2018, Arthur afirmou que a política de paisagismo e arborização já havia alcançado mais de 50 mil mudas, considerando árvores e plantas ornamentais. Na ocasião, definiu a intenção de construir uma Manaus “mais verde, mais urbana e mais sustentável”.
Projeto sobreviveu até a tentativa de envenenamento
A trajetória dos ipês teve também um episódio de vandalismo. Em abril de 2017, seis árvores adultas foram encontradas com cortes nos troncos e aplicação de uma substância escura. Técnicos da Semmas suspeitaram de tentativa de envenenamento e adotaram medidas para tentar recuperar as árvores.
O episódio acabou evidenciando o valor que o corredor verde já havia adquirido. À época, a Semmas afirmou que eventual perda das árvores provocaria impacto na paisagem da avenida.
“Legado que fica”
Agora candidato a deputado federal pelo MDB, número 1545, Arthur resgata o projeto dentro de sua trajetória administrativa e sustenta que intervenções urbanas precisam ser avaliadas também pela capacidade de produzir resultados duradouros.
Ao escolher os ipês como exemplo, o ex-prefeito aponta justamente para uma obra diferente das grandes construções de concreto: árvores que cresceram, atravessaram administrações municipais e continuam florescendo.
“É uma obra que não se mede apenas pelo que se vê, mas pelo legado que fica para as próximas gerações”, afirmou Arthur.
Mais de dez anos depois do plantio, o corredor da Djalma Batista permanece como um dos exemplos mais visíveis de arborização urbana da capital, reunindo paisagismo e vegetação em uma das avenidas de maior circulação de Manaus.







