
A Rússia lançou uma nova onda de ataques contra a Ucrânia nesta terça-feira (1º), deixando mortos e feridos em diferentes regiões do país. A maior parte dos bombardeios atingiu a região de Kiev, onde um depósito ferroviário foi destruído e sete funcionários morreram. Em Boryspil, cidade que abriga o principal aeroporto ucraniano, um prédio residencial também foi atingido, provocando a morte de quatro pessoas e deixando outras 13 feridas.
Ao todo, 50 moradores precisaram ser retirados do edifício atingido em Boryspil. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas, controlar os danos e realizar buscas nos locais atingidos pelos ataques.
Além da região de Kiev, as forças russas bombardearam áreas de Kherson, Donetsk, Zaporizhzhia, Kharkiv, Chernihiv, Zhytomyr, Sumy e Dnipro. Segundo as autoridades ucranianas, a ofensiva envolveu o lançamento de um grande número de drones e mísseis balísticos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que cerca de 350 socorristas atuavam somente em Kiev e na região para lidar com as consequências dos ataques. Segundo ele, além dos edifícios residenciais, estruturas de infraestrutura civil foram danificadas e milhares de famílias ficaram sem fornecimento de energia elétrica.
“Um número significativo de drones e mísseis balísticos foi usado no ataque. Infelizmente, prédios residenciais e infraestrutura civil foram danificados”, afirmou Zelensky ao comentar a dimensão dos ataques.
A nova ofensiva ocorre em um momento de intensificação dos bombardeios russos contra território ucraniano. Nas últimas semanas, ataques noturnos têm sido registrados com frequência, atingindo áreas residenciais e estruturas consideradas estratégicas.
Na última sexta-feira (28), um ataque na região de Kiev deixou 38 mortos depois que um míssil atingiu um depósito de armas. A explosão provocou a detonação de projéteis, minas e drones armazenados no local, aumentando a dimensão da destruição.
A sequência de ataques acontece enquanto o governo ucraniano tenta ampliar a pressão internacional sobre a Rússia para abrir caminho para negociações que possam encerrar o conflito, iniciado em fevereiro de 2022.
Zelensky também tem intensificado os pedidos por apoio militar dos países ocidentais, principalmente pelo reforço da defesa aérea ucraniana. Entre os equipamentos solicitados pelo governo de Kiev estão os sistemas Patriot, fabricados nos Estados Unidos e utilizados para interceptar diferentes tipos de ameaças aéreas.
Na avaliação do presidente ucraniano, a capacidade de defesa aérea é fundamental para reduzir o impacto dos ataques russos sobre a população e a infraestrutura do país. Zelensky afirmou que Moscou planeja suas ofensivas para provocar o maior nível possível de destruição e que os danos aumentam quando as defesas ucranianas não conseguem interceptar os projéteis.
O presidente agradeceu aos países que contribuem para o fortalecimento das capacidades militares da Ucrânia e defendeu que o envio de equipamentos de defesa aérea e munições seja ampliado durante o outono no hemisfério norte.
Enquanto as negociações diplomáticas permanecem sem um acordo capaz de interromper os combates, a Ucrânia continua enfrentando ataques em diferentes partes do território. A intensificação das ofensivas mantém a população sob alerta e aumenta a pressão sobre as estruturas de emergência e o sistema energético do país.







