
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição, que não quer receber votos de homens que agridem mulheres. Em discurso para militantes do partido, o petista defendeu o enfrentamento à violência de gênero e afirmou que prefere perder apoio eleitoral a abrir mão dessa posição.
A declaração foi feita no Expo Center Norte, em São Paulo, diante de dirigentes, parlamentares, ministros e apoiadores. Lula também aproveitou o evento para reforçar o compromisso de um eventual novo governo com políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e ao combate ao feminicídio.
“O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser. Eu quero criar uma sociedade de respeito”, declarou o presidente.
Antes mesmo de iniciar o discurso, Lula interrompeu a programação da convenção para criticar a ausência de mulheres entre os primeiros oradores do evento. Segundo ele, um encontro que marca o início da campanha à reeleição deveria dar maior protagonismo às lideranças femininas.
“Não é possível que a gente tenha esquecido, no principal evento da nossa campanha, de colocar uma mulher para falar”, afirmou.
Após a observação, o presidente convidou a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, para subir ao palco e representar as mulheres que participam do Pacto Contra o Feminicídio.
Em seu pronunciamento, Janja pediu mobilização do eleitorado feminino e afirmou que as mulheres terão papel decisivo na eleição presidencial.
“Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente”, disse a primeira-dama.
O discurso também buscou reforçar a aproximação da campanha com o eleitorado feminino, segmento em que Lula aparece com desempenho favorável nas pesquisas de intenção de voto.
A convenção nacional do PT oficializou a candidatura de Lula à reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O evento reuniu lideranças de partidos aliados, como PCdoB, PV, PSB, Psol e Rede Sustentabilidade, e marcou o início formal da chapa, embora a campanha considere o ato previsto para 16 de agosto, em São Bernardo do Campo (SP), como o lançamento oficial da mobilização eleitoral.
Caso dispute e vença o pleito, Lula poderá iniciar um quarto mandato presidencial. Esta é a sétima vez que o petista concorre à Presidência da República desde a redemocratização do país. Até o momento, ele venceu as eleições de 2002, 2006 e 2022, além de ter sido derrotado nas disputas de 1989, 1994 e 1998.







