Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição, que não deseja receber votos de homens que pratiquem violência contra mulheres. Em discurso para militantes e lideranças do partido, o petista defendeu o combate à violência de gênero e disse que prefere abrir mão de apoio eleitoral a aceitar o voto de agressores.

A declaração foi feita durante o evento realizado em São Paulo, onde Lula também buscou fortalecer o diálogo com o eleitorado feminino, um dos segmentos considerados estratégicos para a campanha presidencial.

“O cara vai ter que escolher, ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser. Eu quero criar uma sociedade de respeito”, afirmou o presidente.

Antes de iniciar seu discurso, Lula interrompeu o protocolo da convenção para criticar a ausência de mulheres entre os primeiros participantes que falaram no palco. Segundo ele, um evento de lançamento da campanha deveria dar maior protagonismo às lideranças femininas.

“Eu quero fazer uma crítica. Porque não é possível que a gente tenha esquecido, no principal evento da nossa campanha, de colocar uma mulher para falar”, declarou.

Após a observação, o presidente convidou a primeira-dama Rosângela da Silva para representar as mulheres presentes na convenção e discursar em nome das participantes do Pacto Contra o Feminicídio.

Durante sua fala, Janja destacou a importância da mobilização feminina na campanha eleitoral e afirmou que as mulheres terão papel decisivo na disputa presidencial.

“Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente”, disse a primeira-dama.

A convenção nacional do PT marcou a oficialização da candidatura de Lula à reeleição. Esta será a sétima vez que o petista disputará a Presidência da República desde a redemocratização do país. Em sua trajetória eleitoral, Lula venceu as eleições de 2002, 2006 e 2022, além de ter sido derrotado nos pleitos de 1989, 1994 e 1998.

O evento reuniu dirigentes do PT e de partidos aliados, além de parlamentares, governadores e militantes, dando início à fase oficial da campanha eleitoral da legenda para as eleições de 2026.

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