Foto: Connie France

O Júri Nacional Eleitoral (JNE) do Peru confirmou nesta sexta-feira (3) a eleição de Keiko Fujimori para a presidência do país. A decisão encerra oficialmente um processo eleitoral marcado por forte disputa e semanas de expectativa após o segundo turno.

A apuração dos votos, concluída pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) no fim de junho, já apontava vantagem definitiva para a candidata. Com a confirmação do resultado pelo JNE, Keiko é oficialmente declarada vencedora da eleição. O adversário, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, afirmou que não pretende reconhecer o resultado.

A eleição ocorre em um momento de grande instabilidade política no Peru. Nos últimos anos, o país enfrentou sucessivas crises institucionais, com presidentes deixando o cargo antes do fim de seus mandatos. A expectativa agora é de que o novo governo consiga devolver estabilidade ao cenário político peruano.

No primeiro turno, realizado em abril, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez avançaram para a etapa decisiva após obterem pouco menos de 30% dos votos cada, enquanto a maioria do eleitorado optou por outros candidatos.

Aos 51 anos, Keiko Fujimori disputou a Presidência da República pela quarta vez. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela iniciou a campanha defendendo medidas mais rígidas no combate à criminalidade e propostas voltadas para o fortalecimento da segurança pública.

Entre os principais compromissos apresentados estão a implantação de centros integrados de monitoramento, com uso de inteligência artificial para análise de dados e resposta a ocorrências em tempo real. Na área de combate à corrupção, a presidente eleita pretende ampliar os mecanismos de fiscalização dos gastos públicos e fortalecer os órgãos de controle. Já na economia, promete reduzir a burocracia enfrentada por pequenas e médias empresas para estimular o ambiente de negócios.

Apesar da confirmação da vitória, Keiko Fujimori assumirá o governo diante de importantes desafios, como um Congresso fragmentado, o aumento da violência e a necessidade de reconstruir a confiança da população nas instituições democráticas do país.

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