Voluntários e equipes de resgate ajudam a localizar sobreviventes em um prédio desabado em Caraballeda, no Estado de La Guaira, na Venezuela 30 de junho de 2026 MIGUEL MEDINA/Pool via REUTERS • MIGUEL MEDINA/Pool via REUTERS

O governo da Venezuela atualizou, nesta sexta-feira (3), o número de vítimas dos dois terremotos que atingiram o país na última semana. De acordo com o Ministério da Informação, o desastre já deixou 2.645 mortos, além de 12.666 pessoas feridas e aproximadamente 15 mil desabrigados.

As autoridades também informaram que 6.462 pessoas foram resgatadas desde o início das operações de emergência.

Centenas de edifícios foram destruídos

O levantamento oficial aponta que 885 edifícios sofreram danos em consequência dos tremores.

Desse total, 189 construções desabaram completamente, enquanto outras permanecem interditadas ou passam por avaliações estruturais.

As equipes de resgate continuam atuando nas áreas mais afetadas em busca de desaparecidos, enquanto o governo mantém as operações de assistência às famílias atingidas.

Governo rebate críticas

Na quinta-feira (2), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, respondeu às críticas sobre uma suposta demora na resposta das autoridades após os terremotos.

Segundo ela, a mobilização ocorreu imediatamente após o desastre.

“Nossas autoridades se mobilizaram imediatamente. É possível contar as horas desde o momento em que o duplo terremoto atingiu o país até o momento em que o Estado-Maior foi acionado e o destacamento de nossos policiais e militares foi iniciado, chegando a 4 mil agentes nas primeiras 24 horas”, afirmou durante entrevista coletiva.

Rodríguez classificou o episódio como uma tragédia sem precedentes para o país.

“Foi uma tragédia natural de uma escala que jamais imaginamos, embora soubéssemos que um evento sísmico poderia ocorrer em nosso país”, declarou.

Ela também negou que tenha havido atraso na atuação do governo.

“Não esperamos um, dois ou três dias. Agimos imediatamente”, concluiu.

Enquanto isso, organizações humanitárias seguem alertando para a necessidade de reforço no atendimento médico, ampliação da assistência aos desabrigados e continuidade das buscas por desaparecidos.

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