O avanço de erosões que ameaça casas e famílias no bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus, chegou à pauta do Governo Federal. O senador Eduardo Braga levou o problema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e busca recursos para obras de contenção em três pontos considerados críticos da comunidade.

A situação foi apresentada durante reunião entre Braga e Lula, realizada na terça-feira (11), em Brasília. O senador defendeu a participação do Governo Federal no financiamento das intervenções necessárias para impedir o avanço dos barrancos e reduzir o risco de novos desabamentos.

As áreas que concentram a preocupação são a Rua Ernesto Henrique, o Beco Fábio Lucena e o Beco São Francisco II. Em alguns desses locais, a erosão já destruiu imóveis e continua avançando em direção a outras residências.

Casas já foram atingidas

Na Rua Ernesto Henrique, a erosão alcançou residências e segue se aproximando de outros imóveis. Em fevereiro deste ano, moradores voltaram a chamar atenção para o aumento da cratera e para o perigo de novos desabamentos.

A situação também é grave no Beco Fábio Lucena. Em abril de 2025, duas casas foram destruídas por um deslizamento, segundo registros feitos por moradores. A movimentação do terreno atingiu ainda tubulações, provocando vazamento de água sobre o barranco e contribuindo para agravar a erosão.

O terceiro ponto apresentado como prioritário é o Beco São Francisco II, onde são necessárias intervenções para estabilizar o terreno e impedir que o problema alcance novas moradias.

Problemas de drenagem, infiltrações e rompimentos de tubulações estão entre os fatores associados ao agravamento das áreas de risco. Com a perda progressiva de grandes volumes de terra, as bordas das crateras avançam e diminuem a distância em relação às residências.

Problema se arrasta há anos

As erosões no Mauazinho não são recentes. Ao longo dos últimos anos, dezenas de imóveis foram afetados, moradores tiveram de abandonar áreas consideradas de risco e casas chegaram a desabar.

Diante da continuidade do problema, Braga decidiu colocar a situação do bairro diretamente na pauta da reunião com Lula, numa tentativa de viabilizar recursos federais para as obras de contenção.

A estratégia é buscar uma atuação conjunta entre os governos Federal e municipal para executar intervenções nos três pontos críticos e reduzir os riscos enfrentados pelos moradores.

Recursos federais

Uma das possibilidades para financiar as intervenções está nos investimentos federais destinados à prevenção de desastres e à contenção de encostas em áreas ocupadas por moradias.

Ao apresentar o caso a Lula, Braga busca inserir o Mauazinho entre as prioridades que poderão receber apoio da União para obras de infraestrutura e prevenção.

A expectativa é de que a articulação em Brasília permita viabilizar os recursos necessários para conter as erosões antes que novos imóveis sejam atingidos e mais famílias tenham de deixar suas casas.

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