
O Brasil iniciou, nesta sexta-feira (26), o envio de uma missão humanitária à Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate após os dois fortes terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24). A força-tarefa brasileira contará com 44 profissionais, entre bombeiros militares, médicos, agentes da Defesa Civil e especialistas em telecomunicações.
A primeira equipe partiu às 7h da manhã com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB). O grupo é formado por 11 bombeiros militares do Estado de São Paulo, um agente da Defesa Civil estadual, dois médicos militares e um cão de busca, todos treinados para atuar em cenários de estruturas colapsadas e grandes desastres.
Os profissionais possuem capacitação em protocolos internacionais de busca e salvamento e deverão permanecer na Venezuela por 15 dias, realizando operações para localizar e resgatar vítimas soterradas, além de prestar assistência humanitária às comunidades afetadas em conjunto com as autoridades locais.
Além do efetivo paulista, a missão brasileira reúne integrantes dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais e do Paraná, bem como representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Toda a operação é coordenada pelo Governo Federal.
Número de vítimas continua aumentando
Enquanto as equipes internacionais chegam ao país, as autoridades venezuelanas seguem concentrando esforços na chamada “janela de ouro”, período de até 72 horas após o desastre considerado decisivo para localizar sobreviventes sob os escombros.
Segundo o balanço divulgado nesta sexta-feira (26) pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, os terremotos já deixaram mais de 580 mortos e 2.980 feridos. A expectativa é de que esse número aumente à medida que as buscas avancem nas áreas mais afetadas.
Um portal criado para reunir informações sobre desaparecidos registrava cerca de 50 mil pessoas ainda sem localização até a manhã desta sexta-feira.
Os dois abalos sísmicos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a aproximadamente 160 quilômetros a oeste de Caracas, capital venezuelana. Os tremores aconteceram durante um feriado nacional e são considerados entre os mais fortes registrados na história recente da América Latina, provocando destruição em diversas cidades.







