REUTERS/Willy Kurniawan

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o leste da Indonésia subiu para 68 nesta segunda-feira (17), segundo a Agência Nacional de Mitigação de Desastres (BNPB). Mais de 200 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares precisaram deixar suas casas e foram levadas para áreas consideradas mais seguras. As equipes de resgate continuam as buscas por possíveis vítimas que possam estar presas sob os escombros.

Helicópteros também estão sendo utilizados para sobrevoar as áreas atingidas, identificar possíveis desaparecidos e avaliar a extensão dos danos. O trabalho dos socorristas, porém, é dificultado por deslizamentos de terra e pelo bloqueio de estradas provocado pelo terremoto.

Segundo a BNPB, a maior parte das mortes foi registrada nas regiões de Manggarai, Manggarai Oriental e Nagekeo, na província de Nusa Tenggara Oriental, na ilha de Flores. Cerca de 500 casas foram danificadas pelo tremor.

O governo da província declarou estado de emergência, medida que permite às autoridades mobilizar recursos adicionais e acelerar o envio de ajuda às áreas afetadas.

Mais de 3.500 militares e policiais foram deslocados para a região para auxiliar nas operações de resgate, segurança, distribuição de suprimentos e atendimento à população. As equipes também trabalham na avaliação dos danos e na tentativa de restabelecer o acesso às comunidades isoladas.

Novos tremores aumentam preocupação

O terremoto principal ocorreu na sexta-feira (14), embora, devido ao fuso horário local, já fosse sábado (15) na Indonésia. Desde então, a região registrou quase 1.600 réplicas.

Nesta segunda-feira, um novo tremor de magnitude 5,6 foi registrado em Nusa Tenggara Oriental. A sequência de abalos aumentou o temor entre os moradores que permanecem em abrigos improvisados e evitam retornar para suas casas por medo de novos desabamentos.

Milhares de pessoas passaram a noite em tendas e outros pontos de evacuação. Sobreviventes também relataram dificuldades para conseguir alimentos e atendimento médico após o desastre.

Para reforçar a assistência, o Ministério da Saúde enviou duas unidades hospitalares de campanha. As estruturas foram instaladas em Ruteng, na região de Manggarai, e em Nagekeo, com o objetivo de atender feridos e moradores retirados das áreas mais atingidas.

Destruição e dificuldades no resgate

Imagens divulgadas após o terremoto mostram a dimensão dos estragos provocados pelo tremor. Estradas aparecem rachadas, pontes foram danificadas e prédios sofreram destruição. Em diferentes pontos, moradores foram reunidos em acampamentos de emergência.

Os deslizamentos de terra também atingiram vias importantes e dificultaram o deslocamento das equipes de resgate. Em algumas áreas, o bloqueio das estradas compromete a chegada de alimentos, medicamentos e outros itens básicos.

As autoridades continuam avaliando os danos enquanto equipes de emergência realizam buscas e distribuem ajuda às comunidades afetadas. O governo também trabalha para restabelecer o acesso às regiões que ficaram isoladas.

O terremoto já é considerado o desastre sísmico mais mortal registrado na Indonésia desde 2022, quando um forte tremor atingiu a região de Java Ocidental e deixou centenas de mortos.

A Indonésia possui cerca de 290 milhões de habitantes e está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade tectônica que concentra o encontro de diferentes placas. Por isso, o país registra com frequência terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas.

A continuidade das réplicas mantém as equipes de emergência em alerta e aumenta os cuidados nas áreas onde estruturas foram danificadas. As buscas por vítimas e desaparecidos seguem enquanto as autoridades trabalham para dimensionar completamente os impactos do terremoto.

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