Patrick B. Ruddy/Official White House Photo

Uma aeronave civil entrou, nesta terça-feira (11), no espaço aéreo restrito sobre a cidade de Geneva, em Ohio, onde eram realizados os Jogos Patrióticos, evento que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O avião foi interceptado por caças militares norte-americanos e escoltado para fora da área de exclusão aérea. Durante a abordagem, os caças chegaram a lançar sinalizadores como forma de advertência ao piloto. O episódio foi o quarto caso semelhante registrado em apenas uma semana envolvendo o espaço aéreo restrito nas proximidades de Trump.

Segundo o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), a aeronave de aviação geral violou as restrições temporárias de voo estabelecidas sobre Geneva. Essas áreas de segurança são criadas em torno do presidente e de outras autoridades durante determinados deslocamentos e eventos.

Após identificar a violação, o NORAD enviou caças para interceptar a aeronave. Os militares acompanharam o avião até que ele deixasse a região protegida, encerrando a incursão sem registro de confronto.

O episódio em Ohio chamou atenção principalmente pelo uso de sinalizadores pelos caças. Esse tipo de dispositivo faz parte das contramedidas utilizadas por aeronaves militares e pode servir para chamar a atenção de pilotos durante uma interceptação. Os sinalizadores também são projetados para interferir na orientação de determinados mísseis guiados por calor, funcionando como mecanismo de defesa.

Neste caso, segundo informações divulgadas pelo The New York Times, os sinalizadores foram utilizados como uma advertência visual para indicar ao piloto da aeronave civil que ele deveria deixar imediatamente o espaço aéreo restrito.

A ocorrência em Geneva foi a quarta violação registrada nesta semana em áreas de voo temporariamente restritas relacionadas à presença do presidente norte-americano.

Três outros episódios ocorreram no domingo (9), quando aeronaves civis entraram no espaço aéreo restrito nas proximidades do campo de golfe de Trump em Bedminster, no estado de Nova Jersey. As aeronaves também foram interceptadas por caças militares.

O NORAD reforçou que pilotos da aviação civil precisam consultar regularmente os avisos oficiais sobre restrições e alterações no espaço aéreo. Essas informações indicam áreas temporariamente fechadas ou sujeitas a regras especiais de circulação.

As zonas de exclusão aérea são adotadas como parte das medidas de segurança durante compromissos presidenciais. O objetivo é impedir que aeronaves não autorizadas se aproximem de locais onde Trump ou outras autoridades estejam presentes.

O uso de caças para interceptar aeronaves que entram nessas áreas não é inédito. Em 19 de julho, por exemplo, caças F-16 do NORAD interceptaram três aeronaves que haviam entrado no espaço aéreo restrito sobre o campo de golfe de Trump em Bedminster. Em dois desses casos, os militares também utilizaram sinalizadores durante as interceptações.

Apesar da repetição dos episódios, o NORAD não informou que as aeronaves envolvidas representavam uma ameaça direta ao presidente. As interceptações ocorreram em razão da entrada não autorizada em áreas submetidas a restrições temporárias de voo.

O incidente desta terça-feira ocorreu enquanto os Jogos Patrióticos eram realizados em Geneva. O evento contou com a participação de Trump e reuniu atividades esportivas e apresentações, aumentando a necessidade de medidas adicionais de segurança no espaço aéreo da região.

As autoridades norte-americanas mantêm as restrições temporárias durante eventos e deslocamentos presidenciais para reduzir riscos e permitir uma resposta rápida caso uma aeronave não autorizada se aproxime das áreas protegidas.

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