Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Brasil criou 228.208 novas vagas de emprego formal em março, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (29/4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado foi puxado pelo setor de serviços.

No trimestre de janeiro a março, o saldo acumulado foi de 613.373 novos postos.

O saldo é decorrente de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Do total, 83,25% dos postos foram considerados típicos, e 16,75% não típicos, com destaque para trabalhos com 30 horas ou mais e para aprendizes.

No mês, quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos.

Confira a variação de cada atividade econômica:

  • Serviços: 152.391;
  • Construção: 38.316;
  • Indústria: 28.336;
  • Comércio: 27.267; e
  • Agropecuária: -18.096.

Embora a geração de emprego se mantenha, ela perdeu força. Nos 12 meses do período de abril de 2024 a março de 2025 foram 1.627.326 novos postos. No intervalo encerrado em março (abril de 2025 a março de 2026) o número foi menor: 1.211.455.

A geração dos 228,2 mil postos de trabalho supera em 85% a de fevereiro (79.994 novas vagas). A diferença está associada ao carnaval, que ficou em meses diferentes em 2025 e 2026.

“Dada a característica dos dias úteis do mês, esse ano seria diferente (a distribuição das vagas), que provavelmente as contratações de março fariam para março mesmo em relação ao fevereiro, então seria essa adequação aqui, eu acredito que tenha sido isso”, disse o ministro Luiz Marinho.

Por grupos

Em relação aos grupos populacionais, em março, o saldo foi mais favorável para as mulheres com a criação de 132.477 vagas, do que para os homens, com mais 95.731.

Ficou destacada a geração de empregos para o público com até 24 anos. Foram 165.785 novos postos, o que representou 72,6% do total para o mês.

Em março, houve crescimento em 24 unidades da federação (UF), com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As UFs com maiores saldos são:

  • São Paulo: 67.876
  • Minas Gerais: 38.845;
  • Rio de Janeiro: 23.914.

Já as com saldos menores/negativos são:

  • Alagoas: -5.243;
  • Mato Grosso: -1.716; e
  • Sergipe: -338.

Salário médio

O salário médio real em março foi de R$ 2.350,83 com redução de R$ 17,50 (-0,7%) em relação ao valor de fevereiro de 2026, de R$ 2.368,33. Enquanto na comparação com março do ano passado, houve aumento real de R$ 41,80 (1,8%).

Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.397,89 (2% maior que o valor médio), enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 2.019,09 (14,1% menor que o valor médio).

Rais

O governo federal prepara o a divulgação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O Ministério do Trabalho adiantou que o relatório vai apresentar a geração de 7.183.525 empregos formais no acumulados dos anos 2023, 2024, 2025 e no primeiro trimestre deste ano. Destes, 5.021.186 são celetistas. Com Metrópoles.

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