Ronaldo Caiado, governador de Goiás, no programa "Roda Viva" • Acervo TV Cultura

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD-GO), colocou em dúvida a capacidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições.

Em entrevista ao portal Poder360 nesta terça-feira (16), o ex-governador de Goiás afirmou que os levantamentos eleitorais mais recentes apontam perda de força do parlamentar tanto no primeiro quanto no segundo turno.

“Flávio está perdendo a capacidade de derrotar Lula no segundo turno. Não estou interpretando nada além do que as pesquisas mostram. A queda dele no segundo turno, somada ao recuo no primeiro, mostra que ele pode até chegar à fase final da disputa, mas terá condições de vencer?”, declarou Caiado.

Caiado relaciona recuo a caso envolvendo Daniel Vorcaro

Segundo o pré-candidato do PSD, a redução do desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas ocorreu após a divulgação de informações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Para Caiado, os esclarecimentos apresentados pelo senador não teriam sido suficientes para afastar questionamentos de parte do eleitorado.

“O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas. Não dá para tapar o sol com a peneira. Houve um momento em que ele chegou a superar Lula. Pesquisa é igual um laudo radiológico. Não estou criticando ninguém, apenas interpretando os dados. É ela que nos direciona em como atuar e no que estamos deixando de atender”, afirmou.

Disputa pelo eleitorado de centro-direita

Na avaliação do ex-governador, parte dos eleitores que antes demonstravam apoio à direita teria migrado para Lula, enquanto outra parcela permanece indecisa.

“Uma parcela está indefinida, mas uma pequena foi para Lula. Precisamos resgatar esses votos. Se Lula e o PT são os adversários do Brasil, precisamos de alguém que seja mano a mano no segundo turno”, disse.

A declaração ocorre em meio à disputa pela liderança do campo de centro-direita para a eleição presidencial.

Críticas também vieram de outros nomes da direita

Caiado não foi o único pré-candidato a criticar Flávio Bolsonaro após a repercussão das mensagens relacionadas a Daniel Vorcaro.

Renan Santos, do movimento Missão, afirmou que o senador faria parte do que chamou de “Partido da Corrupção”.

Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou as mensagens envolvendo o parlamentar como um “tapa na cara do brasileiro”.

As declarações de Zema geraram repercussão dentro do próprio campo político e resultaram, posteriormente, no seu desconvite para um evento do Partido Novo em Santa Catarina.

Cenário segue aberto

Com a campanha eleitoral em andamento, os movimentos de pré-candidatos e as disputas por espaço dentro da oposição a Lula continuam intensificando o debate sobre quem terá melhores condições de representar a centro-direita na disputa presidencial.

Enquanto isso, pesquisas de intenção de voto seguem sendo utilizadas por lideranças políticas como instrumento para avaliar estratégias e medir o potencial de crescimento dos postulantes ao Palácio do Planalto.

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