
A carteira de crédito habitacional da Caixa Econômica Federal alcançou R$ 1 trilhão em junho. Desse total, 58,4% vêm do programa Minha Casa, Minha Vida.
O resultado observado em junho representa um crescimento de 14% da carteira em 12 meses. Somente no primeiro trimestre de 2026, foram originados R$ 64,2 bilhões em crédito imobiliário.
No ano passado, a carteira de crédito habitacional do banco registrou R$ 246,4 bilhões em contratações e mais de 873 mil imóveis financiados.
Segundo a instituição financeira, o Minha Casa, Minha Vida contribuiu de forma significativa para o resultado. Em 2025, o banco financiou 659,2 mil unidades por meio do programa habitacional.
Na avaliação do presidente da Caixa, Carlos Vieira, o resultado foi possível devido ao crescimento da massa salarial combinado a uma articulação das políticas públicas.
“Apesar de uma taxa de juros elevada, nós temos uma política pública e uma sensibilidade de transformar os subsídios da Caixa em fonte de recursos que permite que a taxa de juros [do crédito imobiliário] esteja abaixo da Selic”, disse Carlos Vieira.
O presidente da Caixa afirmou também que o banco combina diferentes alternativas para financiar o setor habitacional, o que possibilita que a instituição considera liderar as operações mesmo com a estagnação de depósitos na poupança. A instituição financeira representa 68% das operações de crédito imobiliário.
As instituições financeiras destinam uma fatia dos recursos captados via caderneta de poupança para o crédito imobiliário. Com a alta da Selic observada nos últimos anos, investimentos da poupança perderam espaço para renda fixa, o que tem impactado o financiamento imobiliário.
“Os outros instrumentos que a Caixa construiu como alternativas à poupança, como LCI, busca de mercado de capitais, captação internacional, vão suprir a discussão da poupança que está estagnada do ponto de vista da sua formação de depósito”, afirmou o presidente da Caixa.
Com informações da CNN Brasil.






