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Um dos acusados de negligência no caso que investiga a morte de Diego Maradona, o psicólogo Carlos Díaz testemunhou em audiência no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, região metropolitana de Buenos Aires. Ele afirma que o ídolo argentino era bipolar e tinha “transtorno de personalidade narcisista”.

Diante do tribunal, Díaz declarou que tratou Maradona por 29 dias antes de sua morte, em novembro de 2020. O psicólogo destacou que o quadro clínico seria crônico.

“O que temos aqui é um quadro clínico: uma dependência, transtorno bipolar e um transtorno de personalidade. São três condições crônicas, condições para a vida toda”, disse Díaz em depoimento.

O profissional ainda lembrou que Maradona fazia uso de drogas. Vale lembrar que as dependências do ex-jogador em relação à cocaína e ao álcool já eram públicas.

“Pessoas próximas a Maradona me disseram que o uso de substâncias por parte dele estava intimamente ligado aos seus feitos esportivos e que, sempre que enfrentava uma frustração, não sabia como lidar com ela”, declarou o psicólogo.

Acusação

Carlos Díaz é um dos sete acusados por homicídio culposo pela morte de Maradona. Além do psicólogo, também são julgados Agustina Cosachov (psiquiatra), Leopoldo Luque (neurocirurgião), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).

Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral, realizada para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.

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