Reuters

As perdas econômicas provocadas pelo forte terremoto que atingiu a Colômbia na semana passada podem chegar a 30 trilhões de pesos, o equivalente a cerca de US$ 9,58 bilhões, segundo uma estimativa preliminar divulgada nesta segunda-feira (17) pelo presidente Abelardo De La Espriella. Do total calculado pelo governo colombiano, aproximadamente 24,5 trilhões de pesos correspondem a danos em edifícios, enquanto outros 5,5 trilhões estão relacionados à infraestrutura. As autoridades ressaltam que os valores ainda podem ser revisados conforme avançam as avaliações nas áreas atingidas.

“Imagine a dimensão do desastre”, afirmou De La Espriella ao comentar o impacto econômico da tragédia. Equipes técnicas continuam realizando levantamentos para identificar a extensão dos prejuízos provocados pelo terremoto e avaliar as condições de imóveis, estradas, pontes e outras estruturas afetadas.

O terremoto teve magnitude 7,4 e provocou desabamentos e destruição em diferentes pontos do oeste da Colômbia. Entre as áreas atingidas estão cidades como Cali e Pereira, que registraram danos em imóveis e estruturas públicas.

Até o momento, 289 pessoas morreram em consequência do desastre, enquanto mais de 4 mil ficaram feridas. Outras 143 pessoas continuam desaparecidas, de acordo com o balanço divulgado pelas autoridades colombianas.

As operações de busca e resgate permanecem concentradas nas regiões mais afetadas. Equipes de emergência trabalham na localização de possíveis sobreviventes e no atendimento às vítimas, enquanto técnicos avaliam a segurança de construções que sofreram danos.

Além do impacto sobre residências e prédios comerciais, o terremoto provocou prejuízos em estruturas essenciais para o funcionamento das cidades. Estradas, pontes e outros equipamentos públicos estão entre os locais que passam por avaliações para determinar quais intervenções serão necessárias.

O desastre também representa o primeiro grande desafio enfrentado pelo governo de Abelardo De La Espriella, que assumiu a Presidência da Colômbia poucos dias antes da ocorrência do terremoto.

A administração federal precisa coordenar as operações emergenciais, garantir atendimento às milhares de pessoas afetadas e organizar as primeiras etapas do processo de reconstrução. A resposta deverá incluir ainda a destinação de recursos para as regiões atingidas e a recuperação de serviços essenciais prejudicados pelo desastre.

O governo colombiano também terá de avaliar os impactos sociais e econômicos provocados pela destruição de imóveis e pela interrupção de atividades em áreas atingidas. A dimensão dos danos poderá aumentar à medida que as equipes consigam acessar regiões que ainda enfrentam dificuldades de deslocamento.

Venezuela também registrou grandes prejuízos

Outro terremoto de grande impacto atingiu a Venezuela em 24 de junho e, segundo uma estimativa inicial divulgada pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, provocou danos estimados em US$ 37 bilhões em residências e estruturas de infraestrutura.

A comparação entre os dois desastres mostra a dimensão dos impactos econômicos provocados por terremotos de grande intensidade na região. No caso colombiano, porém, as autoridades ainda consideram os US$ 9,58 bilhões uma estimativa inicial, que poderá sofrer alterações após a conclusão dos levantamentos dos danos.

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