Saiba estado de saúde de criança internada por suspeita de contaminação por detergente • Arquivo Pessoal

A criança de 10 anos internada com suspeita de contaminação após contato com um detergente segue com quadro clínico estável e recebe tratamento com cinco tipos diferentes de medicamentos. As informações foram confirmadas neste sábado (16) por familiares e pelo advogado da família.

A paciente permanece internada no Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, sob observação médica.

Segundo o tio da menina, houve melhora desde a internação, embora ainda ocorram oscilações no estado de saúde.

O advogado da família informou que os exames laboratoriais específicos ainda não foram concluídos. A expectativa é de que os resultados sejam divulgados até a próxima segunda-feira (18).

Entenda o caso

A criança foi internada no último dia 7 de maio após apresentar sintomas suspeitos de contaminação depois do uso de um detergente.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, a paciente foi atendida inicialmente na UPA Pajuçara e o caso passou a ser acompanhado pela vigilância epidemiológica.

Familiares relataram que apresentaram à unidade de saúde um frasco de detergente da marca Ypê pertencente a um lote com final 1.

Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de lotes específicos de produtos da marca Ypê, incluindo lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes.

A decisão ocorreu após inspeções identificarem irregularidades em etapas consideradas críticas do processo de fabricação, com potencial risco de contaminação microbiológica.

Na sexta-feira (15), a diretoria colegiada da Anvisa decidiu manter as medidas cautelares que suspendem a fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos atingidos.

Segundo familiares, a criança teve contato com o produto no dia 6 de maio e, ainda na escola, apresentou manchas na pele, atrás da orelha e em uma das mãos.

A família ressalta, porém, que ainda não há confirmação de que os sintomas tenham sido causados diretamente pelo produto, e aguarda a conclusão dos exames médicos.

A Secretaria de Saúde informou que a fiscalização dos produtos suspeitos em Natal é responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, enquanto os demais municípios são acompanhados pela Suvisa.

A Ypê informou que, até o momento, não irá se manifestar sobre o caso.

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