
A defesa do 3º sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, anunciou nesta quinta-feira (23) que deixou de representar o militar investigado pela morte da esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, em Belo Horizonte.
Em nota, o advogado criminalista Gustavo Nepomuceno Lopes informou que encerrou sua atuação no caso e afirmou que não comentará os motivos da decisão.
Segundo o comunicado, a medida foi tomada em respeito ao sigilo profissional, à ética da advocacia e aos deveres inerentes à relação entre advogado e cliente.
O defensor também agradeceu o tratamento recebido pela imprensa durante o período em que atuou na defesa do sargento e afirmou que não concederá novas entrevistas nem fará manifestações sobre o mérito da investigação.
Investigação apura morte da capitã
A capitã Michele Leão Azevedo foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, na noite de segunda-feira (20), pelo próprio marido.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a oficial apresentava múltiplas lesões pelo corpo, além de traumatismo craniano, graves ferimentos na face e marcas compatíveis com agressões.
Inicialmente, o sargento afirmou que a esposa teria sofrido uma queda durante uma prática sexual consensual. No entanto, a versão passou a ser contestada pelos investigadores após a análise preliminar da perícia e de outros elementos reunidos durante a apuração.
Prisão preventiva e investigação
Após ser preso em flagrante, Eduardo Abner Pereira de Oliveira teve a prisão convertida em preventiva.
Além da investigação pela morte da capitã, o militar também foi autuado por tráfico de drogas, após ser flagrado descartando comprimidos de ecstasy no banheiro do hospital para onde levou a esposa.
O síndico do condomínio onde o casal morava relatou à polícia que festas, discussões e brigas eram frequentes no apartamento. Segundo ele, moradores evitavam formalizar reclamações por receio, já que ambos eram policiais militares.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Os laudos periciais deverão esclarecer a causa da morte, a origem das lesões e a dinâmica dos fatos.







