
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Mirza Telma de Oliveira Cunha, prestigiou a cerimônia de encerramento do XVIII Encontro do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (ECOJE), realizada no Estado do Piauí no último sábado (4/7). O evento foi concluído com a leitura e assinatura da Carta do Piauí, documento que consolida compromissos voltados ao fortalecimento das ouvidorias da Justiça Eleitoral e ao aprimoramento da prestação de serviços à sociedade.
Durante a programação, a desembargadora acompanhou a leitura da Carta do Piauí, documento final que estabelece diretrizes para ampliar a eficiência, a transparência e a inclusão no âmbito das ouvidorias, especialmente diante dos desafios das eleições de 2026.
A cerimônia de encerramento foi aberta com uma reflexão conduzida pelo padre Arlindo Laurindo, que ressaltou a importância da escuta ativa como instrumento de diálogo e fortalecimento das instituições.
Em seguida, a presidente do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (COJE), juíza Lídia de Abreu Carvalho, destacou o trabalho coletivo que possibilitou a realização do encontro e ressaltou que a Carta do Piauí representa um compromisso concreto para o futuro das ouvidorias.
“Agradeço aos palestrantes que nos dedicaram saber, às servidoras e servidores que viabilizaram a logística, resolvendo cada imprevisto nos bastidores, e a cada ouvidor e ouvidora que cruzou o Brasil para estar aqui. Discutimos tecnologia, inteligência artificial, povos originários e linguagem simples. A Carta do Piauí nasce da pergunta central deste evento: a quem a Justiça Eleitoral alcança e quem ainda fica de fora? Este documento não é um certificado de participação, é um mapa de trabalho que nos orientará nos meses que antecedem as eleições”, afirmou a magistrada.
A Carta do Piauí reúne oito eixos estratégicos para orientar a atuação das ouvidorias eleitorais em todo o país. Entre os principais compromissos firmados estão o fortalecimento institucional das ouvidorias, a promoção da cidadania e da inclusão, o enfrentamento à desinformação, o uso ético da inteligência artificial, a proteção de dados pessoais, a padronização dos fluxos de atendimento, a capacitação permanente das equipes e o fortalecimento da escuta qualificada como indicador da efetividade dos serviços prestados.
A solenidade reuniu representantes da Justiça Eleitoral de diversos estados.







