
Um deslizamento de terra em um aterro sanitário de Conacri, capital da Guiné, matou 30 pessoas após fortes chuvas atingirem a região durante a noite. O acidente ocorreu por volta das 2h deste domingo (23), na comuna de Gbessia, segundo o governo guineense.
Uma enorme pilha de resíduos desabou e atingiu barracas e habitações precárias construídas nas proximidades do aterro. Seis pessoas ficaram gravemente feridas e outras 16 sofreram ferimentos leves.
As equipes de resgate continuavam trabalhando no local neste domingo em busca de possíveis vítimas. Testemunhas relataram que o volume de lixo deslocado pelo deslizamento teria sido suficiente para soterrar até mesmo um prédio de apartamentos.
Uma das moradoras da região, Cire Diallo, afirmou que perdeu os cinco filhos na tragédia.
“Perdi todos os meus filhos. Só me resta confiar em Deus”, disse.
Aterro seria fechado pelo governo
O acidente ocorreu poucos dias depois de o governo anunciar medidas para retirar o aterro da região.
Na quinta-feira (20), a ministra da Administração Territorial da Guiné, Djenab Toure, havia anunciado o fechamento do aterro sanitário devido aos riscos provocados pelas condições do local, principalmente durante a atual estação chuvosa.
Segundo a ministra, os resíduos seriam transferidos para uma área fora de Conacri.
Infraestrutura precária
A tragédia ocorre em um país marcado por pobreza e problemas de infraestrutura, apesar de possuir importantes riquezas minerais.
A Guiné concentra algumas das maiores reservas de bauxita do mundo e possui uma das maiores jazidas inexploradas de minério de ferro, em Simandou, onde um grande projeto de mineração foi lançado em novembro.
Segundo dados do Banco Mundial publicados em abril, cerca de 3,7 milhões dos 15,1 milhões de habitantes da Guiné vivem com menos de US$ 4,20 por dia.
As operações de resgate e buscas pelas vítimas continuavam neste domingo.







