Deputado Eduardo Bolsonaro deve presidir a Comissão de Relações Exteriores (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou nesta quinta-feira (14/5) após surgirem suspeitas de que recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro teriam sido utilizados para custear sua permanência nos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo negou irregularidades e classificou as acusações como “toscas”.

“A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta”, afirmou.

Segundo ele, seu status migratório nos Estados Unidos impediria esse tipo de recebimento e, caso houvesse qualquer irregularidade, as autoridades norte-americanas já teriam adotado medidas contra ele.

O ex-deputado também comentou o financiamento do filme “Dark Horse”, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo argumentou que os investimentos foram realizados nos Estados Unidos por se tratar de uma produção norte-americana com elenco internacional.

“As pessoas não se arriscariam a investir em um filme do Bolsonaro no Brasil”, declarou.

Caso envolve recursos ligados a Daniel Vorcaro

A manifestação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro afirmar que os recursos obtidos com Daniel Vorcaro foram destinados exclusivamente à produção do filme.

O caso ganhou repercussão após reportagens do The Intercept Brasil divulgarem áudios e mensagens nos quais Flávio Bolsonaro aparece solicitando recursos ao banqueiro para financiar o longa-metragem.

Segundo as reportagens, cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto cinematográfico.

O Metrópoles informou, por meio da coluna do jornalista Igor Gadelha, que a Polícia Federal apura suspeitas de que parte dos recursos possa ter sido desviada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ou financiar atividades políticas no exterior.

Apesar das investigações, Eduardo Bolsonaro afirmou que as acusações fazem parte de uma tentativa de desgaste político.

“Tudo não passa de uma tentativa tosca de assassinato de reputação”, declarou.

O ex-deputado também afirmou que declarou a origem de seus recursos durante o processo migratório nos Estados Unidos e disse não ter enfrentado qualquer problema junto às autoridades americanas.

Segundo Eduardo, ele não exerceu função de gestão no fundo ligado à produção do filme “Dark Horse” e sua participação teria se limitado à cessão de direitos de imagem.

Na mesma publicação, ele afirmou ainda que o longa possui diversos investidores e negou que sua família seja proprietária do projeto.

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