
Os eleitores de Roraima voltam às urnas neste domingo (21) para uma eleição suplementar que definirá o novo governador e vice-governador do estado. A votação foi convocada após a cassação do mandato do então governador Edilson Damião pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decorrência de irregularidades eleitorais relacionadas ao pleito de 2022.
A disputa tem caráter excepcional e vai definir apenas um mandato temporário, com duração até janeiro de 2027. Isso porque o estado também participará normalmente das eleições gerais de outubro, quando será escolhido o governador que comandará Roraima pelos quatro anos seguintes.
Ao todo, 384.582 eleitores estão aptos a votar em 350 locais de votação espalhados pelo estado. As seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, e o voto é obrigatório, assim como ocorre nas eleições regulares.
Três chapas concorrem ao governo estadual. Entre elas está a liderada pelo ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), que disputa o cargo ao lado do Subtenente Velton. A candidatura, no entanto, segue sub judice após ter sido indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). O caso ainda aguarda análise de recursos apresentados ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O principal questionamento envolve o prazo de desincompatibilização do cargo de prefeito.
Outra candidatura é encabeçada por Nelita Frank (PT), tendo como vice Barto Macuxi (PSOL). A socióloga assumiu a cabeça de chapa após a substituição de Antônia Pedrosa, que também teve o registro barrado pela Justiça Eleitoral em razão de questões relacionadas à desincompatibilização.
Já a terceira opção é formada por Soldado Sampaio (Republicanos) e Tayla Peres (Republicanos). Atual presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Sampaio ocupa interinamente o cargo de governador desde a vacância do Executivo estadual e agora busca a confirmação do mandato por meio do voto popular.
A realização da eleição suplementar é consequência de uma das decisões mais relevantes da Justiça Eleitoral nos últimos anos em Roraima. O TSE concluiu que houve abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, com a utilização irregular de programas sociais do governo estadual em benefício eleitoral.
Além da cassação do mandato, a Corte também declarou a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium. Com isso, Edilson Damião permaneceu apenas 34 dias à frente do governo estadual, registrando uma das passagens mais breves pelo comando do Executivo roraimense. O processo que resultou na decisão tramitou por quase dois anos até o julgamento definitivo pelo TSE.
A expectativa da Justiça Eleitoral é de que a apuração ocorra logo após o encerramento da votação, definindo ainda neste domingo quem ficará responsável por administrar o estado até a posse do governador eleito nas eleições gerais de 2026.







