
Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que mais de 4 mil produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos poderão ser afetados caso o governo norte-americano adote novas tarifas de importação. Segundo a entidade, a medida pode atingir cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras.
As novas taxas foram propostas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais. Enquanto o processo segue em análise, representantes da indústria e do agronegócio participam de reuniões e de uma audiência pública em Washington para defender os interesses brasileiros.
Pelas regras atuais, os produtos já estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, válida até 24 de julho. Caso a proposta avance, esse percentual poderá aumentar com a aplicação de uma tarifa de 25% sugerida pelo USTR e de outra cobrança de 12% relacionada a acusações de trabalho escravo, elevando a tributação total para 37,5%.
Entre os produtos que podem sofrer impacto estão ferro-gusa, açúcar de cana, álcool etílico, tabaco processado e hidróxido de alumínio.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o Brasil é o principal fornecedor para os Estados Unidos de 11 dos 13 produtos mais afetados pela proposta. Segundo ele, a prioridade é manter as negociações em andamento e apresentar argumentos técnicos para evitar a adoção das novas tarifas.
A decisão do governo norte-americano sobre a medida está prevista para o dia 15 de julho.
Com informações de Metrópoles







