
A candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), procurou se desvincular da polêmica envolvendo o gesto interpretado como ameaça de morte contra a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD), candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz. Em entrevista à Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (15), Maria afirmou que não tem qualquer responsabilidade pelo episódio, ocorrido nos bastidores do debate da TV Norte Amazonas, e descartou que a repercussão possa comprometer sua campanha no segundo turno.
“Eu não tenho nada a ver com isso, absolutamente nada”, declarou a candidata ao ser questionada sobre possíveis consequências eleitorais do episódio que envolveu o vereador Sargento Salazar (PL), eleito deputado federal, e Kidson Maia, candidato derrotado à Assembleia Legislativa do Amazonas.
A declaração ocorreu dois dias depois da controvérsia registrada durante o debate entre Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL), realizado na terça-feira (13), em Manaus.
Maria diz que Alessandra agiu corretamente ao procurar a Justiça
Apesar de afastar qualquer envolvimento com o caso, Maria do Carmo reconheceu que Alessandra Campêlo tomou a decisão correta ao buscar providências legais para esclarecer o episódio.
A candidata afirmou que não presenciou a situação e que somente tomou conhecimento do ocorrido quando foi abordada por jornalistas, após o encerramento do debate.
“Eu não vi acontecer aquela situação. Fiquei até surpresa porque eu só soube quando eu fui ser entrevistada, então até então não tinha visto nada”, relatou.
Maria acrescentou que considera legítima a iniciativa da deputada de recorrer às autoridades e defendeu que as investigações esclareçam as circunstâncias do gesto.
“Eu acho que a deputada já tomou as providências e agora é aguardar o resultado das investigações. Eu não teria feito diferente, acho que ela agiu corretamente fazendo o que tem que ser feito. E aí a Justiça vai ver o que vai acontecer, né?”, afirmou.
Candidata afirma que episódio não prejudicará sua campanha
Questionada pela reportagem da Rede Onda Digital se a repercussão da denúncia poderia afetar sua candidatura ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo respondeu de maneira categórica.
“De maneira nenhuma. Porque eu acho que tem dois adultos ali, cada um tem a sua versão. Quem tem que, vamos dizer assim, dar a palavra final é o Poder Judiciário”, declarou.
Ao defender que o caso seja resolvido judicialmente, a candidata evitou fazer um julgamento sobre a conduta dos envolvidos.
A posição de Maria também evidencia sua tentativa de separar a disputa eleitoral da controvérsia envolvendo Salazar e Kidson, em um momento decisivo da campanha pelo Governo do Amazonas.
Maria também acusa Omar Aziz de ofender seu assessor
Durante a entrevista, a candidata do PL aproveitou para criticar o comportamento de Omar Aziz no debate.
Segundo Maria, enquanto não presenciou o episódio envolvendo Alessandra, teria testemunhado o adversário dirigir ofensas a um integrante de sua equipe.
“O que eu vi foi o Omar Aziz chamar o meu assessor de filho da… e mandar tomar, ao vivo”, afirmou.
A candidata relatou que, depois do confronto televisionado, concedia entrevistas quando foi surpreendida por uma pergunta sobre a suposta ameaça à deputada.
“Alguém me perguntou se eu ia me pronunciar. Eu falei: ‘Do quê?’. E aí foi que me contaram”, disse.
Episódio envolvendo Alessandra repercute na reta final da eleição
A controvérsia teve início na terça-feira (13), durante o debate promovido pela TV Norte Amazonas, quando um gesto atribuído a Kidson Maia e Sargento Salazar foi interpretado como intimidação e ameaça de morte contra Alessandra Campêlo.
O episódio provocou manifestações de solidariedade à deputada e reacendeu a discussão sobre violência política contra mulheres, especialmente em um ambiente de acirramento eleitoral.
Alessandra decidiu buscar providências legais para que o caso seja apurado. A interpretação do gesto e as eventuais responsabilidades dos envolvidos dependerão da investigação das autoridades competentes.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, Omar Aziz e Maria do Carmo disputam os votos dos amazonenses em uma campanha marcada por confrontos políticos e troca de acusações.
Ao reconhecer o direito de Alessandra de procurar a Justiça, mas rejeitar qualquer associação de sua candidatura ao episódio, Maria do Carmo tenta encerrar sua participação na polêmica sem assumir a defesa da conduta atribuída aos envolvidos.







