Ponte danificada em Qasmiyeh, a última ponte ligando o sul do Líbano ao resto do país, foi destruída por um ataque israelense, segundo um alto funcionário da segurança libanesa • Reprodução/Reuters

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo norte-americano acompanha os ataques realizados por Israel no Líbano durante o atual cessar-fogo e declarou que Washington pediu que as ações israelenses sejam “proporcionais e direcionadas”.

Em entrevista à Fox News, Rubio afirmou que, até o momento, as respostas militares israelenses parecem estar dentro do que foi solicitado pelos EUA.

“Estamos cientes de que eles vão acontecer. E mesmo no acordo, é claramente evidente que, se o Hezbollah estiver prestes a lançar foguetes contra Israel, Israel tem o direito de agir antes que isso aconteça”, declarou.

O secretário também rejeitou a possibilidade de apoio dos Estados Unidos a uma ocupação permanente israelense no sul do Líbano. Segundo Rubio, o cenário ideal seria a ausência de tropas israelenses na região no futuro.

“Acho que o resultado ideal seria aquele em que não fosse necessária uma presença israelense. Israel não quer estar permanentemente no Líbano”, afirmou.

Apesar disso, Rubio disse que o governo israelense considera necessária a atual presença militar como forma de criar uma “zona de segurança” para impedir ataques contra comunidades israelenses próximas da fronteira.

As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão entre Israel e o Hezbollah, grupo extremista apoiado pelo Irã. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou recentemente que o Exército pretende destruir vilas no sul do Líbano e impedir o retorno de centenas de milhares de moradores até que a segurança do norte de Israel seja garantida.

Já o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, integrante da ala de extrema direita do governo, chegou a sugerir a anexação do sul libanês no mês passado.

Imagens de satélite divulgadas por veículos internacionais mostram que centenas de prédios no sul do Líbano foram destruídos ou ficaram inabitáveis desde o anúncio do cessar-fogo em abril. Os registros também indicam que as demolições continuam ocorrendo na região.

Artigo anteriorPrefeitura de Manaus recupera rede de drenagem após danos causados por fortes chuvas no Coroado
Próximo artigoCREA-RJ vai multar empresa após morte de operário na montagem do show de Shakira