Foto: Tenente Michelle Daniel/Comae - 31.07.2026

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã desta sexta-feira (31), uma aeronave considerada suspeita que entrou no espaço aéreo brasileiro vinda do sul da Bolívia. O avião foi identificado sem plano de voo registrado, sem comunicação com os órgãos de controle de tráfego aéreo e sem matrícula aparente, o que levou as autoridades a iniciarem uma operação de interceptação.

A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Dois caças A-29 Super Tucano, operados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), foram acionados para cumprir as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), seguindo os protocolos previstos para situações envolvendo aeronaves em condição irregular.

Segundo a FAB, durante a abordagem, a aeronave não colaborou com as determinações das autoridades e descumpriu repetidamente as orientações transmitidas pela Defesa Aeroespacial Brasileira. Diante da resistência, foi realizado o Tiro de Detenção (TDE), procedimento considerado a última etapa de intervenção para impedir a continuidade de um voo suspeito.

A medida está prevista no Decreto nº 5.144/2004, que regulamenta as ações de controle e defesa do espaço aéreo brasileiro em casos de aeronaves que representam risco ou que não seguem as orientações dos órgãos responsáveis.

Após a ação dos caças, o avião realizou um pouso forçado em uma pista não preparada localizada a aproximadamente 200 quilômetros ao norte de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Um helicóptero da Polícia Militar foi deslocado até a região para verificar a situação, mas a equipe encontrou a aeronave abandonada e sem nenhum ocupante.

As forças de segurança continuam investigando a origem da aeronave e as circunstâncias do voo irregular. A Polícia Federal participa da apuração para identificar possíveis responsáveis e verificar se o avião estava relacionado a algum tipo de atividade criminosa.

A FAB informou que mantém operações permanentes de vigilância e controle do espaço aéreo nacional, com atuação 24 horas por dia. Segundo a instituição, as ações têm como objetivo garantir a segurança da navegação aérea, proteger o território brasileiro e preservar a soberania do espaço aéreo do país.

Artigo anteriorChanceler e embaixador na Argentina se reúnem pela 3ª vez
Próximo artigoArthur Virgílio diz que experiência e defesa da Zona Franca motivaram retorno à política aos 80 anos