
Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, se casou na tarde deste sábado (26), em São Paulo. A cerimônia ocorreu em um espaço de eventos na região de Cidade Jardim, na zona sul da capital paulista, e contou com um forte esquema de segurança.
O acesso às proximidades do local foi restringido. A operação envolveu Polícia Judicial, Polícia Militar de São Paulo, Guarda Civil Metropolitana e agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Imprensa e público foram impedidos de chegar a menos de 200 metros do espaço, segundo informações divulgadas sobre o evento.
Apesar do receio de possíveis manifestações relacionadas às recentes controvérsias envolvendo o ministro, não houve registro de protestos organizados no local durante a cerimônia.
Acesso foi restringido na região
As medidas adotadas para a segurança do casamento incluíram o bloqueio de uma passarela de pedestres próxima ao Shopping Cidade Jardim e restrições de acesso a uma das entradas do Parque Linear Bruno Covas.
A circulação na região também foi controlada. O esquema começou a ser percebido antes da chegada dos convidados, que começaram a aparecer por volta das 15h.
O casamento foi realizado na Casa Fasano, em Cidade Jardim, e reuniu familiares, amigos e integrantes do meio jurídico.
Evento ocorreu em meio ao caso Banco Master
A cerimônia aconteceu enquanto seguem as repercussões de informações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Relatórios baseados em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro apontaram diálogos entre o banqueiro e Alexandre de Moraes. Segundo reportagens que tiveram acesso ao material, as conversas incluem pedidos de auxílio e orientações relacionados a investigações envolvendo o banco.
Outro ponto mencionado nos documentos é um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master. Segundo o Metrópoles, o acordo foi assinado em janeiro de 2024 e envolvia serviços jurídicos e de consultoria.
Filhos aparecem em informações sobre o banco
Reportagens baseadas nos documentos também mencionaram os filhos de Alexandre de Moraes. Segundo informações atribuídas ao material divulgado pelo Estadão, o Banco Master teria emitido cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para Alexandre e Giuliana, a pedido do escritório da família.
Os documentos também mencionam um segundo contrato, de R$ 50 milhões, relacionado ao escritório e a uma transferência de cotas de duas aeronaves. Essas informações fazem parte das reportagens sobre as mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal e devem ser consideradas no contexto das investigações e das versões apresentadas pelos envolvidos.







