
O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (6) que a ausência de uma aliança nacional com partidos do Centrão ocorreu porque as lideranças dessas legendas decidiram seguir outro caminho. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo no YouTube voltada à apresentação de candidaturas ao Senado. Apesar de disputar a eleição presidencial sem uma coligação nacional, o parlamentar afirmou que a campanha contará com apoios importantes nos estados.
Segundo Flávio, a equipe buscou formar uma chapa com uma candidata a vice-presidente de outro partido, preferencialmente uma mulher, mas as negociações não resultaram em uma aliança formal. Ele reconheceu que a falta de coligação reduz o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, porém afirmou que lideranças políticas de diferentes siglas permanecem ao lado de sua candidatura.
Durante a transmissão, o senador declarou que muitos dos nomes considerados mais qualificados por sua campanha optaram por apoiá-lo, mesmo sem que seus partidos integrassem oficialmente a chapa presidencial. Para ele, as decisões das direções nacionais das legendas não impediram a construção de alianças em diversas disputas estaduais.
Na eleição deste ano, partidos como Podemos, Republicanos, União Brasil e Progressistas decidiram não formar uma coligação nacional com o PL, adotando posição de neutralidade na disputa presidencial. Ainda assim, integrantes dessas siglas participam de alianças regionais com candidatos do partido em diferentes estados.
Um dos exemplos citados por Flávio Bolsonaro foi o de São Paulo. O deputado federal Guilherme Derrite (PP) participou da transmissão ao vivo e integra a chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, ao lado do deputado estadual André do Prado (PL), que disputa uma das vagas ao Senado. A composição é apontada como um dos principais exemplos da aproximação entre o PL e partidos de centro nas eleições estaduais.
Ao longo da transmissão, Flávio Bolsonaro também anunciou apoio a candidatos ao Senado filiados a diferentes partidos. Entre os nomes mencionados estão Mara Rocha (Republicanos), no Acre; Marina Candia (PSDB) e Arthur Lira (PP), em Alagoas; Lucas Barreto (PSD) e Rayssa Furlan (Podemos), no Amapá; Angelo Coronel (Republicanos), na Bahia; Capitão Wagner (União Brasil), no Ceará; Evair de Melo (Republicanos), no Espírito Santo; Zequinha Marinho (Podemos), no Pará; Deltan Dallagnol (Novo), no Paraná; Styvenson Valentim (Podemos), no Rio Grande do Norte; Marcel van Hattem (Novo), no Rio Grande do Sul; e Carlos Gaguim (União Brasil), em Tocantins.
A estratégia apresentada pelo candidato busca fortalecer a presença do PL nas disputas estaduais e ampliar a rede de apoio ao partido no Congresso Nacional, mesmo sem uma coligação formal na corrida pela Presidência da República.







