
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro pediu neste domingo (2) apoio dos eleitores do Distrito Federal para as candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado. Durante a convenção da legenda em Brasília, o senador afirmou que as duas poderão fortalecer a atuação do grupo político no Congresso Nacional e contribuir, segundo ele, para o “resgate da democracia”.
Em discurso aos apoiadores, Flávio também desejou uma rápida recuperação à ex-primeira-dama, que não participou do evento por permanecer internada em um hospital da capital federal.
“Queria desejar aqui melhoras para Michelle. Daqui a pouco ela vai estar de volta, firme e forte, para nos ajudar a resgatar esse Brasil. Peço para Brasília e o Distrito Federal colocarem elas no Senado para nos ajudar no Congresso Nacional e resgatar nossa democracia”, declarou.
Michelle Bolsonaro ficou ausente da convenção após procurar atendimento médico devido a fortes dores de cabeça. Segundo informações divulgadas por sua equipe, ela foi submetida a um procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e permanece em recuperação.
A presença da ex-primeira-dama ao lado de Flávio era uma das principais expectativas do evento. Caso comparecesse, seria a primeira aparição pública conjunta dos dois desde o desentendimento que provocou uma crise interna no grupo bolsonarista e terminou com um pedido público de desculpas do senador.
Durante a convenção, o PL oficializou as candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado pelo Distrito Federal. O partido também confirmou apoio à tentativa de reeleição da governadora Celina Leão, filiada ao PP.
O evento reuniu ainda o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além de parlamentares e lideranças da legenda.
Apesar da oficialização das candidaturas proporcionais e do apoio à chapa no Distrito Federal, Flávio Bolsonaro não anunciou o nome que disputará a vice-presidência em sua chapa. A definição precisa ser concluída até quarta-feira (5), prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a formação das coligações.
A escolha do vice ocorre em meio às dificuldades do PL para ampliar alianças nacionais. Com PP e MDB optando pela neutralidade na disputa presidencial e o Republicanos sem confirmar apoio à candidatura, integrantes do partido avaliam a possibilidade de formar uma chapa composta exclusivamente por filiados da própria legenda.







