
Mesmo internada e ausente da convenção nacional do PL realizada neste domingo (2), em Brasília, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro confirmou que disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. A decisão foi anunciada por meio de uma carta enviada ao evento e lida no palco por seu irmão.
Na mensagem, Michelle afirmou que aceita o desafio como parte de um projeto político voltado, segundo ela, à recuperação da esperança e da liberdade no país.
“É por isso que aceitei esse desafio. Sou pré-candidata ao Senado”, escreveu a ex-primeira-dama.
O texto também trouxe uma manifestação de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. Michelle afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu o filho para liderar o grupo político na disputa pelo Palácio do Planalto.
“Meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e vamos caminhar juntos e a passos largos. Queremos justiça de verdade”, dizia outro trecho da carta.
A declaração foi interpretada como um gesto de unidade dentro do partido após desentendimentos públicos entre Michelle e Flávio registrados nos últimos meses.
A ausência da ex-primeira-dama ocorreu por recomendação médica. Michelle foi internada na noite de sábado (1º) após apresentar um quadro persistente de enxaqueca. De acordo com o boletim divulgado pela equipe responsável pelo atendimento, ela foi submetida a um procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e respondeu de forma positiva ao tratamento.
Durante a convenção, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, destacou a importância da candidatura de Michelle e reafirmou a confiança da legenda em sua participação na disputa eleitoral.
Antes do evento, Valdemar já havia manifestado expectativa pela confirmação da candidatura.
“Se Deus quiser, vai ser nossa candidata à senadora”, afirmou.
Além de oficializar Michelle como candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a convenção reuniu lideranças do partido e marcou mais uma etapa da estratégia do PL para ampliar sua representação no Congresso Nacional nas eleições de 2026.







