
Funcionários da Refinaria Abadan, no sul do Irã, entraram em greve nesta segunda-feira (10/10) contra as medidas de repressão do governo iraniano nos últimos dias. Além disso, o grupo de trabalhadores protestou contra a morte de Mahsa Amini, que estava sob custódia da polícia porque supostamente não utilizava o hijab da maneira correta.
A refinaria é crucial para a produção de petróleo e gás natural do Irã. A greve se mostra como uma grande ameaça à estabilidade dos cofres do governo teocrático iraniano.
O governo do Irã interrompeu o acesso à internet móvel no país nos últimos dias, mas um vídeo que circula nas redes sociais mostra os trabalhadores da refinaria deixando o local nesta segunda-feira.
دقایقی قبل فاز دوم پالایشگاه آبادان وارد اعتصاب کامل شد!
همه پرسنل محل کار خود را ترک کردند.
برای ایران و برای…#مهسا_امینی pic.twitter.com/7JicvvnhND— SaeedHafezi (@SaeedHafezi631) October 10, 2022
Manifestações pelo Irã
Manifestantes espalhados por todo o país protestam contra a morte de Mahsa Amini, de 22 anos. Uma das reivindicações da população iraniana, principalmente mulheres, é a desobrigação do uso do hijab e contra a República Islâmica, que lidera o país desde 1979.
Segundo o grupo curdo Organização Hengaw para os Direitos Humanos, Mahsa Amini tinha origem curda, minoria no país.
Como uma forma de protesto, as mulheres iranianas tiraram os seus hijabs e cortaram os seus cabelos contra a “polícia da moralidade”. Nas redes sociais, artistas espalhadas por todo o mundo repetem o ato como forma de solidariedade à população do Irã reprimida.