O governador Roberto Cidade inaugurou, nesta terça-feira (27/10), um novo espaço de acolhimento destinado a mulheres indígenas atendidas pela Maternidade Balbina Mestrinho, na zona sul de Manaus. Localizada na Casa de Apoio da unidade, a estrutura foi criada para oferecer conforto e condições adequadas à preservação dos costumes e das tradições dos povos originários durante a permanência na maternidade.

“É muito importante criar espaços como esses de acolhimento para trazer mais conforto e qualidade para essas mães, em um momento muito importante e sensível da vida delas, quando elas vêm ter um bebê. E, agora, elas vão ter esse espaço para ficar acompanhando de perto até o momento em que os seus bebês possam ir com elas para sua casa e para suas comunidades. Hoje, o Estado do Amazonas tem um local adequado, com homens e mulheres preparados para dar todo o acolhimento necessário”, destacou o governador Roberto Cidade.

A inauguração do espaço também contou com a participação da primeira-dama do Amazonas e presidente de honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), Thaisa Cidade, além do secretário de Estado de Saúde, Luis Alberto Saraiva.

Estrutura e Acolhimento

O ambiente dispõe de redes para descanso e áreas reservadas que permitem às usuárias manter suas práticas culturais, incluindo o preparo dos próprios alimentos, em conformidade com as normas de funcionamento e convivência do local. O espaço funcionará 24 horas por dia e terá capacidade para acolher até 14 mulheres simultaneamente. A maternidade atende, em média, de 10 a 12 mulheres indígenas por mês, com variações conforme o período.

Entre as beneficiadas pela nova estrutura está Eloá Cardoso, que veio do município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). Indígena da etnia Sateré Mawé, ela ressaltou a assistência humanizada prestada na unidade.

“Fui muito bem acolhida por todos na maternidade. Aqui somos bem tratadas, são ótimos profissionais e eu sou grata por tudo que fizeram quando precisei e por onde o meu filho está. Tudo o que eu pedi eles me ajudaram”, disse Eloá.

A iniciativa partiu da equipe de Serviço Social da maternidade, que identificou a necessidade de adaptar o ambiente às particularidades culturais das pacientes indígenas. A estrutura busca assegurar mais privacidade e autonomia às usuárias, respeitando a diversidade cultural e proporcionando acolhimento adequado durante o atendimento materno.

As assistentes sociais serão responsáveis pelo acolhimento das mulheres e pelas orientações sobre as normas de funcionamento e convivência da Casa de Apoio.

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